Hypera (HYPE3): Safra vê valorização de mais de 40% nos próximos 12 meses – potencial é ainda maior com semaglutida
Com a melhora nos resultados no segundo trimestre (2T26) e um valuation considerado atrativo, o Safra elevou o preço-alvo para as ações da Hypera ( HYPE3 ) nesta segunda-feira (24).
O banco ajustou o preço-alvo de R$ 29,50 para R$ 30, nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 42% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (21).
A recomendação de compra foi mantida.
A revisão, segundo os analistas Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio, incorpora os números do 2T26, uma redução marginal na margem Ebitda devido ao balanço e suas implicações para os próximos trimestres, além da melhora do ciclo de ciclo de caixa, com redução de 35 dias na comparação anual entre abril e junho deste ano.
O trio de analistas ainda considera que a companhia continua apresentando desempenho superior ao mercado de medicamentos sem patente.
Nos cálculos deles, os lançamentos de novos produtos, excluindo o medicamento de semaglutida, podem levar o valor de mercado da companhia para R$ 6,2 bilhões.
Nesta segunda-feira (24), as ações da farmacêutica operam em alta.
Por volta de 13h50 (horário de Brasília), HYPE3 subia 1,70%, a R$ 21,53.
No ano, o saldo acumulado é negativo em 5,8%.
Potencial para mais valorização Em relatório, o Safra afirma que o cenário-base do banco não considera ainda as vendas de produtos à base de semaglutida, uma vez que o medicamento da Hypera, o Semavy, ainda aguarda a definição de preço pela CMED (sigla para Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
Considerando esse cenário, o preço-alvo para HYPE3 seria de R$ 33, o que representa um potencial de valorização de 56% sobre o preço de fechamento anterior.
Números do 2T26 A farmacêutica registrou lucro líquido de R$ 490 milhões no 2T26, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado .
A receita líquida da companhia somou R$ 2,337 bilhões no trimestre, crescimento de 8,5% na comparação anual.
O desempenho foi impulsionado pelo avanço de 7,6% do sell-out no varejo farmacêutico, ritmo 1,4 ponto percentual superior ao crescimento do mercado em que atua.
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