Por que o alerta da Defesa Civil chega depois da chuva? Entenda como funciona
As nuvens já se formaram no céu, as primeiras gotas começam a cair, alguns trovões ditam a trilha sonora e então um aviso da Defesa Civil aparece nas telas dos celulares .
Muitas pessoas podem reclamar de atraso, mas existem outras etapas antes desse alerta direto.
O Defesa Civil Alerta usa a tecnologia Cell Broadcast para disparar uma mensagem a todos os aparelhos conectados em uma região específica.
O r ecado se sobrepõe a todas as outras notificações e qualquer aparelho na área recebe, mesmo sem cadastro prévio.
O recurso chegou no Brasil em 2024 e costuma ser usado para alertas severos de chuvas nas regiões.
O Canaltech conversou com especialistas para entender como a ferramenta funciona e por que existem queixas sobre o timing do aviso.
É atrasado mesmo? Antes de analisar o atraso, é importante pontuar que o Cell Broadcast segue uma hierarquia de comunicações da Defesa Civil: por se tratar de uma solução mais alarmante e até invasiva, o disparo só pode ser feito em casos de risco iminente .
Procurado pelo Canaltech , o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), responsável por gerenciar o sistema em nível nacional, explica que o alerta ocorre quando “os órgãos de Defesa Civil identificam que o risco se intensificou e exige comunicação imediata à população”.
Para isso, as entidades analisam informações como volume e intensidade de chuva, nível dos rios, histórico de ocorrências e as condições de vulnerabilidade em cada região.
Há, ainda, um protocolo para definir como a mensagem deve ser comunicada.
“Essas informações são analisadas em conjunto com o conhecimento dos riscos, das vulnerabilidades e das características de cada território, subsidiando a decisão sobre a emissão do alerta, que deve conter o tipo de ameaça, o nível de severidade, a vigência e as orientações de proteção à população”, informa o MIDR.
O aviso na tela (que também pode ser acompanhado de um alerta sonoro) é o último recurso de comunicação das entidades e às vezes pode aparecer nos aparelhos após a chuva mais intensa passar.
Mas, antes disso, os órgãos publicam comunicados por outros métodos.
“A pessoa recebe o Cell Broadcast no celular porque essa é a última etapa”, explica o Tenente-Coronel e diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro (CEMADEN-RJ), Anthony Barrera.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.