Senado aprova fim da escala 6x1 em dois turnos e PEC vai para sanção de Lula
O Senado Federal aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A matéria foi aprovada em dois turnos nesta quarta-feira, 14, após cinco sessões de discussão, e segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O debate da proposta foi iniciado às 14h e, em seguida, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautou a votação em plenário. A PEC foi aprovada por ampla maioria, com 75 votos a favor a 1contrário no segundo turno. No primeiro turno a votação foi por orientação das bancadas.
A aprovação em dois turnos no mesmo dia foi viabilizada após mais de 54 senadores assinarem o requerimento de calendário especial para o encurtamento do intervalo regimental. O governo federal vinha articulando desde a semana passada a aceleração da tramitação do fim da escala 6x1, visando fortalecer a pauta social na reta final da disputa presidencial.
A promulgação deve ocorrer na próxima terça-feira, 20, em sessão solene no próprio Senado Federal, com a presença do presidente Lula, de Davi Alcolumbre e de lideranças da base aliada.
O fim da escala 6x1 ganhou celeridade na pauta após alinhamento entre o presidente Lula e Davi Alcolumbre. O acordo selou que a proposta seria colocada em votação antes do segundo turno da eleição presencial, disputada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ao abrir a sessão, Alcolumbre destacou que a inclusão da PEC na ordem do dia cumpria o compromisso de deliberar a matéria em plenário com responsabilidade:
"Neste momento, milhões de trabalhadoras e trabalhadores acompanham esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem, na própria rotina, o valor de um dia a mais de descanso."
O senador Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) chegou a protocolar um requerimento solicitando para que a PEC das Horas Trabalhadas fosse votada nesta quarta, junto do fim da escala 6x1.
A proposta era defendida pelo candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e cria um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em que empregador e trabalhador negociam o valor do trabalho por "hora trabalhada".
"Nós queremos as horas como alternativa ao trabalhador. O que o trabalhador quiser escolher. Quer trabalhar por horas? Você tem a opção de trabalhar por horas. Não, quero trabalhar CLT. [A negociação seria] empregador é empregado, como é no MEI. Na nossa mentalidade, nós nunca vamos mudar o conceito, a melhor relação é horas trabalhadas e horas recebidas", disse Sóstenes.
Senadores da oposição apresentaram uma emenda minutos antes do início da última sessão de discussão. A modificação, de autoria do senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), contou com o apoio de 21 parlamentares, mas foi rejeitada pelo plenário.
A alteração proposta previa que jornadas especiais iguais ou inferiores a 40 horas semanais já fixadas em lei não sofreriam redução proporcional automática com a entrada em vigor da PEC.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.