Entenda esquema de R$ 80 milhões que colocou ex-secretário de Educação de BH e 'Rei do Lixo' no alvo de investigação
Polícia Federal investiga suspeita de fraude na Secretaria de Educação de Belo Horizonte As investigações da Polícia Federal (PF) que apontam indícios de fraude em contratações feitas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025 identificaram uma estrutura envolvendo agentes públicos, empresários e até um núcleo responsável pelo transporte de dinheiro em espécie.
O objetivo era direcionar contratações da pasta para empresas previamente escolhidas.
Três contratos, que somam mais de R$ 80 milhões, foram assinados – todos em 2024, durante a gestão do ex-prefeito Fuad Noman, que morreu em março de 2025.
O primeiro contrato, no valor de R$ 7,8 milhões, previa o "desenvolvimento de disciplina de tecnologias integradas aos alunos da rede municipal", incluindo material didático e fornecimento de professor.
O segundo, de R$ 36,8 milhões, visava ao "fornecimento de acervo bibliográfico".
O terceiro, fechado em R$ 40,1 milhões, tratava da aquisição de material paradidático, uma espécie de recurso complementar destinado a aprofundar o conhecimento dos alunos.
As apurações da PF integram uma nova fase da Operação Overclean, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos e emendas parlamentares.
Ao todo, 24 mandados de prisão foram cumpridos nesta quinta-feira (17) (leia mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp O ex-secretário municipal de Belo Horizonte Bruno Barral, o empresário José Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", e o sócio dele, Alex Parente, estão entre os investigados.
O g1 entrou em contato com as defesas de Moura e Parente, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
O g1 ainda tenta contato com a defesa de Bruno Barral.
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que a atual gestão não firmou contratos para a aquisição de materiais didáticos e que a rede municipal utiliza os livros disponibilizados pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), do governo federal.
"A Secretaria de Educação ressalta que não recebeu qualquer solicitação ou demanda relacionada à investigação da Operação Overclean, mas que está à inteira disposição das autoridades competentes e dos órgãos de controle para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários", completou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.