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Economia

Revolut apostou no câmbio, mas foram as milhas que surpreenderam — e fizeram cartão Ultra decolar no Brasil

Money Times ·
Revolut apostou no câmbio, mas foram as milhas que surpreenderam — e fizeram cartão Ultra decolar no Brasil

Quando lançou seu novo cartão de crédito no Brasil, a Revolut apostava que o principal atrativo seria outro produto: o câmbio mais barato. Mas foi o programa de pontos que, para surpresa do próprio CEO da fintech no país, ajudou a fazer o cartão decolar.

No início deste ano, a fintech britânica Revolut lançou uma série de novidades no Brasil, entre elas o cartão Ultra, voltado ao segmento premium. O produto oferecia, além de benefícios como academias e espaços de trabalho, um programa de pontos com acúmulo de três pontos por dólar.

A expectativa de Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil, era que o câmbio fosse o principal chamariz. Segundo ele, porém, o resultado foi diferente: a fintech “vendeu” em duas semanas o volume de cartões que havia previsto para três meses.

“Esse programa de pontos, que estava um pouco fora do meu radar, foi percebido por quem gosta de milhas como o melhor programa de milhas disponível no Brasil”, afirmou Mota, em entrevista ao Money Minds, programa do Money Times no YouTube.

O número de três pontos por dólar, isoladamente, não parece tão distante de outros cartões disponíveis no mercado brasileiro. O diferencial apontado pela Revolut está na hora de transformar os pontos em milhas.

Segundo Mota, enquanto programas tradicionais podem aplicar diferentes taxas de conversão na transferência para companhias aéreas, os pontos da Revolut podem ser convertidos na proporção de um para um em diversas empresas aéreas internacionais.

Na conta feita pelo CEO, isso faz com que os três pontos acumulados por dólar na Revolut sejam equivalentes a aproximadamente 10,5 pontos por dólar quando comparados com programas que aplicam conversões menos favoráveis.

“O nosso é um para um, com muitas empresas aéreas internacionais. Então eu aprendi que o equivalente dos nossos três pontos são dez pontos e meio para o cliente”, disse.

É essa diferença que a fintech considera seu principal argumento para disputar o mercado de cartões premium.

A estratégia da Revolut é também ampliar o acesso a benefícios que tradicionalmente ficaram concentrados nos cartões de crédito destinados à alta renda.

Mota cita como referência cartões premium oferecidos por grandes bancos, que podem exigir convite ou um perfil de renda elevado. A proposta da Revolut é oferecer benefícios semelhantes sem exigir esse tipo de acesso restrito.

“O cliente não precisa do perfil de crédito ou de convite para poder participar disso”, afirmou o CEO.

O cartão Ultra faz parte de uma estratégia mais ampla da Revolut de oferecer diferentes níveis de serviço. A companhia trabalha com planos que vão de uma modalidade gratuita até opções premium, nas quais o cliente paga uma assinatura em troca de benefícios.

Segundo Mota, o pacote do Ultra reúne mais de 12 benefícios, que, na avaliação da empresa, podem representar cerca de R$ 1.400 mensais. Entre eles estão acesso a academias, espaços de trabalho e outros serviços.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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