Morar no alto protege contra ratos? Três detalhes que facilitam acesso
Morar em andar alto não garante proteção contra ratos, que podem escalar superfícies e encontrar acessos aos prédios. Três características do local podem favorecer a chegada dos roedores nos locais elevados: ter galhos e fios próximos, além de frestas perto de canos.
A imagem do rato que vive no esgoto não representa todos os roedores urbanos. O Rattus rattus , conhecido como rato-de-telhado ou rato-de-forro, costuma procurar abrigo em locais elevados.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a espécie consegue subir em galhos, caminhar sobre fios elétricos e escalar superfícies verticais. Essas habilidades permitem que se adapte à arquitetura dos edifícios.
Forros e espaços dentro das paredes podem servir de abrigo. O programa de manejo de pragas da Universidade da Califórnia explica que, quando ratazanas e ratos-de-telhado ocupam o mesmo prédio, as primeiras geralmente ficam no subsolo e no térreo, enquanto os segundos ocupam os andares superiores.
Para alcançar locais altos, os roedores aproveitam pontos de apoio. Galhos próximos à construção e fios aéreos podem facilitar o deslocamento dos ratos-de-telhado. A universidade norte-americana destaca que a cauda longa ajuda a manter o equilíbrio.
Já frestas e aberturas ao redor de canos e cabos podem permitir a entrada no edifício. Por isso, a inspeção precisa incluir acessos acima do nível do solo, além das portas e da garagem.
Os espaços necessários para a passagem podem surpreender. Segundo a instituição, ratos, especialmente os jovens, conseguem passar por uma fresta de cerca de 1,3 centímetro sob uma porta.
Nem todo roedor precisa escalar para chegar a um apartamento. A Prefeitura de São Paulo informa que camundongos podem ser transportados escondidos em caixas de alimentos e outros materiais.
Fezes, embalagens roídas e manchas de gordura em paredes e vigas estão entre os sinais descritos pela Prefeitura. A Universidade da Califórnia também aponta ruídos em forros como um possível indício.
A prevenção combina vedação dos acessos e redução de alimento e abrigo. As orientações incluem manter lixo e alimentos em recipientes fechados, recolher sobras de ração, evitar materiais acumulados e proteger ralos.
Os órgãos referentes recomendam verificar frestas ao redor de tubulações, portas, janelas e telhados. Em condomínios, esses cuidados devem alcançar também as áreas comuns: a altura do apartamento, sozinha, não impede a entrada dos animais.
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