Warren Buffett deixa presidência do conselho da Berkshire e será substituído por filho
Bengalore (Índia) | Reuters A Berkshire Hathaway informou nesta sexta-feira (18) que Warren Buffett deixará o cargo de presidente do conselho de administração do conglomerado e passará a ser presidente emérito, com efeito imediato. Ele será substituído pelo filho Howard Buffett, conselheiro da Berkshire desde 1993.
No início deste ano, Buffett havia deixado o cargo de CEO, passando o comando a Greg Abel, seu braço direito de longa data.
"O tempo sempre vence. Ainda assim, ele tem sido generoso comigo", escreveu Buffett, de 96 anos, em carta aos acionistas.
"Como presidente emérito, o sr. Buffett continuará integrando o Conselho de Administração e seguirá oferecendo sua valiosa capacidade de avaliação e perspectiva", afirmou a Berkshire em comunicado.
Buffett transformou a Berkshire em um conglomerado avaliado em aproximadamente US$ 1,03 trilhão (R$ 5,29 trilhões), com dezenas de negócios, incluindo a seguradora de automóveis Geico, a ferrovia BNSF, a Berkshire Hathaway Energy, os sorvetes Dairy Queen, as roupas íntimas Fruit of the Loom e os brinquedos de pelúcia Squishmallows.
"A cultura que Warren construiu e os valores que defendeu continuarão no coração da Berkshire, e Howard será seu guardião", afirmou Abel nesta sexta-feira.
A influência de Buffett se estendeu muito além da Berkshire, moldando gerações de líderes empresariais e investidores com sua ênfase na visão de longo prazo, na alocação disciplinada de capital e na gestão objetiva.
CEOs de grandes empresas dos Estados Unidos recorreram a ele como conselheiro para temas que vão de aquisições e sucessão à condução dos negócios em períodos de turbulência nos mercados, enquanto suas reuniões anuais de acionistas se tornaram um ponto de encontro para investidores em busca de uma visão mais ampla do cenário empresarial.
Em agosto, a Berkshire informou que começou a reduzir sua enorme reserva de caixa no segundo trimestre, investindo bilhões de dólares em ações de empresas como a Alphabet e recomprando bilhões de dólares em ações próprias, ao mesmo tempo que divulgou lucro acima do esperado.
Seu lucro operacional trimestral subiu 16%, para US$ 12,98 bilhões (R$ 66,7 bilhões), superando as projeções dos analistas, enquanto o lucro líquido mais que dobrou, para US$ 25,67 bilhões (R$ 131,92 bilhões), incluindo ganhos e perdas não realizados com ações que a Berkshire ainda possui.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.