Mari Sanches: Lula une combater crime e defender Judiciário como soberania
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lula reagiu à pressão do governo Donald Trump sobre a classificação de facções criminosas e decidiu tratar o tema como soberania nacional, disse Mariana Sanches no UOL News , do Canal UOL.
Um documento anual do Departamento de Estado dos EUA criticou o Brasil no combate ao PCC e ao Comando Vermelho e citar o país como produtor e exportador de cocaína. Para a colunista, o Planalto enxerga no episódio uma disputa com impacto eleitoral e um elo com a defesa do Judiciário diante de ameaças de sanções em Washington.
O presidente Lula fez essa declaração hoje dizendo que não concorda e não aceita com essa designação e foi além. Diz que terrorismo é o que aconteceu no 8 de janeiro, com o quebra-quebra e a tentativa de golpe de Estado que o Brasil teve.
Ao fazer essa conexão, o presidente está tocando em dois assuntos que ele deve também mencionar direta ou indiretamente no discurso que fará na abertura da Assembleia Geral da ONU na próxima terça-feira: o combate ao crime organizado transnacional e uma defesa do Judiciário. Mariana Sanches, colunista do UOL
Mariana Sanches disse que integrantes do governo viram no documento americano uma tentativa de impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro, apontado por ela como principal adversário de Lula na eleição de outubro, num momento em que segurança pública domina o debate.
O que vimos é a expressão de uma irritação que ficou muito clara inclusive em conversas que eu tive com integrantes do governo, porque eles viram naquele documento uma tentativa de impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Mariana Sanches, colunista do UOL
A colunista afirmou que a designação de facções como organizações terroristas virou bandeira eleitoral de Flávio Bolsonaro e ganhou força depois de uma visita de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos, citada por ela como parte da articulação bolsonarista em Washington.
Na mesma chave de soberania, Mariana disse que o governo Lula pretende responder à volta de ameaças de sanções pela Lei Global Magnitsky contra ministros do STF, com foco em Alexandre de Moraes, tema que, segundo ela, voltou à agenda na capital americana.
Os ministros da Suprema Corte estão sob ameaça de sanções da Lei Global Magnitsky. É uma pauta que voltou à agenda aqui em Washington.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro percorreu aqui pedindo para que o ministro Alexandre de Moraes volte a ser alvo de sanções da Lei Global Magnitsky. Mariana Sanches, colunista do UOL
Ela também relatou que Lula citou o 8 de janeiro ao rebater a ideia de terrorismo e fez referência a um plano contra autoridades, incluindo o próprio presidente, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
O mimo está sendo dado pelo fato da pessoa gostar de você ou pelo fato do cargo que você ocupa? É o cargo que você ocupa, as decisões que você pode tomar e as facilidades que você pode abrir. Vocês acham que isso é de graça? Isso não é de graça. Quando um ator público aceita essas coisas, é outros 500. Não existe almoço grátis. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
O Milton Leite não é o fim.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.