EUA pagam maior juro em 25 anos para financiar dívida sob Trump
O governo de Donald Trump acaba de receber um recado importante do mercado financeiro: ficou mais caro para os Estados Unidos pegar dinheiro emprestado.
Na quinta-feira (13), o Tesouro americano vendeu US$ 25 bilhões em títulos de 30 anos oferecendo rendimento de até 5,22% ao ano, o maior custo para esse tipo de dívida desde 2001.
Na última operação semelhante, em julho, o rendimento havia sido de 5,06%.
Antes da volta de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, estava em 4,91%.
Parece uma diferença pequena.
Não é.
Os Estados Unidos têm uma dívida pública próxima de US$ 40 trilhões.
Quando a taxa exigida pelos investidores sobe, o governo precisa pagar mais juros para refinanciar essa montanha de dívida.
E o problema tende a se acumular: uma parcela cada vez maior do orçamento passa a ser destinada não a saúde, defesa ou infraestrutura, mas simplesmente ao pagamento de juros.
O fenômeno também interessa diretamente ao Brasil.
Os títulos do Tesouro americano são a principal referência para o preço do dinheiro no mundo.
Quando os investidores exigem mais retorno para emprestar aos EUA, outros países precisam oferecer remunerações maiores para competir pelo mesmo capital.
Isso pode pressionar juros, câmbio e bolsas de países emergentes, inclusive o Brasil.
Continua após a publicidade O problema de Trump O aumento do custo da dívida ocorre em um momento particularmente delicado para Trump.
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