TRE mantém vídeo de delegado que nega investigação sobre Furlan e facções
O desembargador Agostino Silvério Junior, do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá ( TRE-AP ), rejeitou pedido para excluir vídeo de um delegado da Polícia Civil do Amapá que nega investigação sobre suposta relação do candidato a governador Dr.
Furlan (PSD) com facções criminosas .
“Os elementos até o momento apresentados não permitem concluir, em exame superficial, pela efetiva utilização abusiva da função pública ou da estrutura estatal em benefício eleitoral”, disse o magistrado na decisão de 14 de setembro.
O pedido foi formulado pela Coligação Juntos por Todo o Amapá, que tem como candidato à reeleição o atual governador Clécio Luís (União Brasil).
O grupo afirmou que a divulgação de vídeo do delegado Estéfano da Silva Santos ( à esquerda, na foto em destaque ), titular da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), pelo candidato Dr.
Furlan configuraria abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social.
O desembargador do TRE-AP afirmou que “a controvérsia decorre da divulgação de um único vídeo no qual autoridade policial se manifesta acerca de fatos relacionados a investigação conduzida pelo órgão que integra”.
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Furlan ao governo do Amapá “Ainda que se possa discutir, após a formação do contraditório, a adequação da conduta sob outras perspectivas jurídicas, a narrativa exposta na inicial não evidencia, por si só, a gravidade necessária à configuração do abuso de poder político previsto no art.
22, caput, da Lei Complementar nº 64/1990”, justificou.
No vídeo questionado, o titular da Draco da Polícia Civil do Amapá se manifestou sobre uma reportagem publicada com entrevista que, segundo o delegado, foi tirada de contexto.
“As investigações da nossa divisão não apontam qualquer indício que relaciona o candidato Dr.
Furlan a facções criminosas”, declarou Estéfano da Silva Santos.
Em meio à repercussão do caso, um grupo de 40 delegados assinou uma carta aberta em favor do titular da Draco.
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