Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos
O conservadorismo de costumes no Brasil alcançou em 2026 seu maior patamar desde 2018, segundo levantamento do Ipsos-Ipec divulgado nesta terça-feira, 13 de outubro.
O Índice de Conservadorismo Brasileiro chegou a 0,680, acima dos 0,652 registrados em 2025.
O indicador utiliza uma escala de zero a um, na qual valores mais próximos de um representam maior adesão a posições classificadas como conservadoras nos temas avaliados.
A pesquisa considera as opiniões da população sobre legalização do aborto, pena de morte, redução da maioridade penal, prisão perpétua para crimes hediondos e casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Em entrevista ao Estadão , Márcia Cavallari, pesquisadora da Ipsos, avaliou que o avanço dessas posições pode favorecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial, disputado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A relação apontada pela especialista é uma interpretação do cenário político.
O estudo sobre conservadorismo não mede diretamente a preferência dos entrevistados pelos candidatos.
Como evoluiu o conservadorismo no Brasil? O resultado de 2026 representa uma elevação de 0,028 ponto em relação ao ano anterior.
Na série histórica divulgada pelo Ipsos-Ipec, o indicador havia registrado 0,689 em 2018, ano da eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República.
Em 2016, o índice estava em 0,686.
Depois, os resultados recuaram para 0,639 em 2021 e 0,637 em 2022.
Houve recuperação em 2023, quando o índice chegou a 0,665, seguida de nova queda em 2025, para 0,652.
Com a marca de 0,680, o levantamento atual aponta uma retomada de posições conservadoras de costumes, embora o indicador ainda esteja abaixo dos níveis registrados em 2016 e 2018.
Apoio à prisão perpétua e à pena de morte cresce Os temas relacionados à segurança pública e às punições criminais tiveram destaque na pesquisa.
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