Traidor da Constituição é traidor da pátria
A disputa que se encerra no domingo, 25 de outubro, não é uma divergência comum de matizes econômicos ou de gestão administrativa.
Trata-se de um divisor de águas civilizatório.
De um lado, o projeto progressista e soberano de reconstrução democrática e institucional; do outro, a tentativa de legitimar, por via eleitoral, a perpetuação de um projeto autoritário cujo DNA político está escancarado no sobrenome Bolsonaro.
Como apontou recentemente o debate público — ecoando a implacável análise de João Moreira Salles, na Revista piauí, sobre a lucidez cúmplice daqueles que “sabem o que fazem” —, votar no herdeiro político do clã Bolsonaro não é um voto de protesto ou uma escolha desprovida de antecedentes.
É, de forma inequívoca, a outorga de um mandato para cumprir uma promessa explícita: a de reabilitar o passado autocrático, negacionista, entreguista, anistiar os crimes contra a ordem democrática, descumprir a Constituição Cidadã de 1988 e restaurar o núcleo do projeto de um governo de extrema-direita, autoritário, marcado pela destruição de políticas públicas e dos direitos sociais duramente conquistados.
Um projeto antipovo, que colocou o lucro do mercado e dos militares acima da vida, como ficou escancarado na gestão criminosa da pandemia.
Atacou sistematicamente a democracia, as instituições, a Educação e Ciência, as universidades, a cultura e o meio ambiente, com desmonte do Ibama e liberação recorde de agrotóxicos e armas.
Governado por ódio, com discurso misógino, racista, homofóbico elitista, aprofundou a fome, criou a fila do osso, a desigualdade e a entrega do patrimônio nacional.
O governo da milícia, da mentira, apelidada de fake news amparado nas redes digitais, e do retrocesso histórico, que deixou o país isolado internacionalmente.
Um governo que tentou várias vezes um golpe de Estado primeiro para impedir a eleição do vencedor nas urnas de 2022; depois, no histórico 8 de janeiro de 2023, quando tentou derrubar o presidente Lula e o vice Alkmin, já empossados.
E — pasmem, mas não esqueça, jamais — programou no Plano Punhal Verde Amarelo o assassinato do presidente Lula e de seu vice Alkmin já empossados no 1 de janeiro de 2023.
Certamente, abrindo a fila da tortura e do assassinato de pessoas que não lessem na cartilha neofascista se a extrema-direita bolsonarista conseguisse consumar o golpe de Estado.
Honrar o pai sobre todas as coisas “Honrar meu pai e dar continuidade ao seu legado.
Jair Bolsonaro vai subir a rampa comigo e com o povo brasileiro”, diz e repete nos palcos da campanha o filho de Jair, Flávio Bolsonaro.
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