Análise: Afastamento de Janones causa certa apreensão em campanha do PT
O deputado federal André Janones (Rede-MG) continua internado na UTI do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, mas seu quadro de saúde é estável .
O último boletim médico, divulgado na tarde desta segunda-feira (19), indica boa recuperação e aponta a possibilidade de alta nas próximas 48 horas.
Janones atua diretamente na mobilização dos apoiadores e aliados de Lula nas redes sociais e é o coordenador do canal denominado “ Exército do Lula “.
Segundo o analista de política Pedro Venceslau , o afastamento do deputado causou uma certa apreensão na campanha petista.
“André Janones é visto como alguém que conseguiu, em poucas semanas, algo que o partido não conseguiu nos últimos doze anos”, afirmou Venceslau durante o Hora H desta segunda-feira.
Eleição será decidida por quem engajar mais seu eleitor, diz especialista Lula diz que entregará autorização para Justiça quebrar seu sigilo na terça Flávio reafirma combate ao crime e defende prosperidade na região Norte Segundo Venceslau, a operação que Janones fez nas redes sociais ensinou aos petistas como se traduz, como se compreende o algoritmo e como jogar com o algoritmo a seu favor.
O analista destacou que um dos méritos que os petistas atribuem ao deputado mineiro foi a reapropriação da camiseta da seleção brasileira às vésperas da manifestação a favor de Flávio Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, em São Paulo.
“Isso deu um bug no algoritmo e a gente viu bolsonaristas e lulistas usando a camiseta do Brasil nesse último final de semana”, afirmou Venceslau.
As estratégias, segundo o analista, vêm ganhando prestígio com o presidente Lula, mas ainda encontram resistências internas no PT: “Ele é criticado por usar as armas da direita contra a própria direita.” Disputa de influência No campo de Flávio Bolsonaro, figuras como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Pablo Marçal (PRTB-SP) desempenham papel semelhante ao de Janones, atuando fora da estrutura oficial da campanha.
Nikolas, com mais de três milhões de seguidores, assumiu protagonismo no segundo turno, fazendo campanha como puxador de votos em cidades como Aracaju, São Luís, Recife e Fortaleza, com encerramento previsto em Belo Horizonte.
“Já Marçal foi o grande arquiteto da estratégia de Flávio nesse debate da TV Bandeirantes”, destacou Venceslau.
O analista lembrou um bastidor de 2024, durante as eleições municipais de São Paulo.
Um aliado de Marçal, então candidato à prefeitura, agrediu fisicamente Duda Lima, que na época era marqueteiro de Ricardo Nunes e hoje é responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Segundo Venceslau, a chegada de Marçal à campanha de Flávio gerou desconforto entre os aliados de Lima.
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