De interferência a crime organizado: o que Lula deve abordar na ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursará na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na próxima terça-feira (22/9), e deve usar o espaço para mandar recados sobre a tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras, reforçar o discurso sobre combate ao crime organizado e defender a soberania do país.
Segundo fontes do governo brasileiro, a fala do petista deve durar em torno de 20 minutos e fará referência aos grandes temas da atualidade, a exemplo dos conflitos globais e desafios do multilateralismo — o que engloba questões relacionadas ao meio ambiente, mudanças climáticas, direitos humanos e comércio.
Auxiliares defendem que o presidente faça a defesa da democracia e do processo eleitoral brasileiro diante das ameaças de ingerência externa.
Nesta quinta-feira (17/9), o jornal O Estado de S.
Paulo revelou que o governo de Donald Trump apresentou um documento pedindo que “dissidentes políticos” no Brasil não sejam presos, detidos ou impedidos de participar das Eleições 2026 .
A informação foi confirmada pelo Metrópoles .
A solicitação ocorreu em outubro passado, em meio às negociações sobre o tarifaço, e foi rejeitada de forma imediata.
A fala de Lula sobre a possibilidade de intervenção não deve fazer menção direta aos Estados Unidos ou a chefes de Estado específicos.
A avaliação é que o presidente passará o recado de maneira polida, mas firme .
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Aliados sustentam que o presidente não vai usar o palco da ONU para tratar de questões internas.
Porém, a defesa da soberania e da integridade do processo eleitoral brasileiro é vista como necessária diante dos crescentes “ataques” à democracia ao redor do mundo.
Na linha de não levar temas internos para o palanque, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) não deve ser abordada, segundo auxiliares .
Lula é o primeiro chefe de Estado a discursar durante a Assembleia Geral da ONU.
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