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Um material fino revelou um tipo incomum de magnetismo que tenta juntar velocidade de antiferromagnetos com controle eletrônico

O Antagonista ·
Um material fino revelou um tipo incomum de magnetismo que tenta juntar velocidade de antiferromagnetos com controle eletrônico

Experimentos com um composto de cobalto, tântalo e selênio identificaram propriedades magnéticas promissoras, mas ainda sem aplicação em dispositivos.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Experimentos com o composto em camadas Co₁/₄TaSe₂ revelaram sinais de altermagnetismo , uma organização magnética que combina momentos atômicos opostos com propriedades eletrônicas incomuns. Pesquisadores da Universidade da Flórida Central identificaram separações nas bandas de energia associadas ao spin dos elétrons. A descoberta oferece uma plataforma para estudar componentes rápidos, mas ainda não demonstra um dispositivo controlado eletricamente.

Nos ímãs comuns, os momentos magnéticos dos elétrons tendem a apontar na mesma direção, gerando magnetização e campos externos. Nos antiferromagnetos, momentos vizinhos se compensam, reduzindo esses campos indesejados.

O altermagnetismo também apresenta compensação magnética , mas a simetria do cristal faz elétrons com spins opostos terem energias distintas conforme a direção em que se movimentam. Essa separação pode favorecer o transporte de informação por spin sem a interferência característica de ímãs tradicionais.

O estudo publicado na Nature Communications , em agosto de 2026, reuniu medições eletrônicas e cálculos teóricos para verificar sinais convergentes. Os cristais exigiram superfícies excepcionalmente limpas, pois pequenas contaminações prejudicam a observação:

A diferença decisiva não está apenas em somar os momentos magnéticos, mas em observar como o arranjo atômico modifica os estados eletrônicos.

O Co₁/₄TaSe₂ reúne camadas de tântalo e selênio, com átomos de cobalto inseridos entre elas. Essa arquitetura permite investigar modificações na estrutura e seus efeitos magnéticos. A Universidade da Flórida Central destaca o potencial de fabricar estruturas muito finas.

A spintrônica procura usar o spin, além da carga elétrica, para processar dados . Materiais com estados eletrônicos polarizados podem contribuir para memórias e circuitos compactos, mas velocidade superior e economia de energia ainda precisam ser demonstradas em componentes funcionais.

Um limite importante é a temperatura: o ordenamento magnético observado ocorre abaixo de 178 kelvins, aproximadamente −95 °C . O estudo ainda não demonstrou chaveamento elétrico, nem mediu velocidade ou consumo em um circuito. Outros desafios permanecem:

As medições identificaram separações nas bandas eletrônicas compatíveis com o altermagnetismo e mostraram que elas mudam ao atravessar a transição magnética. A equipe disponibilizou dados experimentais para permitir verificações independentes.

O avanço está na identificação de um material ajustável para estudar fenômenos ainda pouco compreendidos. Ele não representa um transistor ultrarrápido pronto, nem comprova controle elétrico reversível do magnetismo. Essas aplicações seguem como objetivos para novas pesquisas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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