Corpo de brasileira desaparecida em lagoa na Itália é encontrado
O corpo da brasileira Gabriella Querino Elorriaga , de 26 anos, foi encontrado na manhã desta terça-feira, 15. Ela estava desaparecida desde o último sábado, 12, na Lagoa de Veneza, na Itália.
A jovem teria sido lançada na água depois de uma colisão entre o barco em que ela estava com o marido, o pescador veneziado Sean Michieli, e um táxi aquático, no canal que leva até o Aeroporto Internacional Marco Polo.
O marido, de 25 anos, chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital neste domingo, 14, vítima de traumatismo craniano. Por volta das 9h do horário local nesta terça-feira, um morador avistou um corpo na água, e o prefeito de Veneza, Simone Venturini, confimou que tratava-se da brasileira, pelas redes sociais.
"Infelizmente, o corpo de Gabriella Querino foi encontrado na lagoa. Com a descoberta, apaga-se, infelizmente, também a última esperança e encerra-se, da maneira mais dolorosa, um caso trágico que manteve toda a cidade com o fôlego suspenso nos últimos dias", disse Venturini no X.
"Neste momento, cada palavra é insuficiente diante de uma dor tão grande", acrescentou. O corpo foi levado a um obituário, onde passará por uma inspeção e pelo processo formal de identificação.
Gabriella e Michieli estavam casados há três meses e moravam em Burano, uma conhecida ilha de pescadores na Lagoa de Veneza, conhecida pelas construções coloridas. Eles saíram para pescar por volta das 5h da manhã de sábado, quando o barco colidiu com um táxi aquático que levava dois turistas americanos.
O taxista, de 38 anos, é investigado por suspeita de homicídio náutico culposo, quando não há intenção de cometer o crime. Ele alega que só viu o barco de Michieli e Gabriella no momento do impacto, enquanto a polícia tenta entrar em contato com os passageiros que estavam a bordo.
Os dois subiram em outro barco após o acidente e voltaram para os Estados Unidos, mas podem ser testemunhas fundamentais para a polícia entender a dinâmica da batida.
Gabriella nasceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e familiares disseram ao jornal italiano Il Gazzettino que a jovem e o marido haviam brigado na sexta-feira anterior à tragédia, algo que vinha "acontecendo frequentemente nos últimos tempos".
Segundo a irmã da jovem, Maria Eduarda Elorriaga, e a prima Emily Querino, ela chegou a arrumar as malas para ir embora, mas depois enviou mensagem para a mãe, Gisele, para dizer que havia feito as pazes com o marido. Porém Maria Eduarda e Emily estranham o fato de a brasileira não ter feito uma chamada de vídeo com a mãe na noite de sexta, como era de costume.
"Era algo que ela fazia todos os dias, não importa o que acontecesse. Ela detestava mandar mensagens de texto, nunca fazia isso. Mesmo só para dizer 'olá', ela fazia videochamadas. É por isso que nos parece tão estranho que ela não tenha respondido à mãe a tarde toda e depois só tenha entrado em contato por duas mensagens.
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