Do nome a filiação, 3 infelizes coincidências levaram médica à prisão por engano
Um conjunto de coincidências quase inacreditável ajudou a colocar a médica Ana Paula Nunes dos Santos no lugar de uma condenada por organização criminosa e tráfico de drogas.
As duas têm o mesmo nome, nasceram no Pará, têm pai chamado Paulo e mãe chamada Maria.
O problema é que as semelhanças paravam por aí.
A médica nasceu em 1999, em Redenção (PA).
A mulher investigada nasceu 11 anos antes, em 1988, em Santana do Araguaia.
Os nomes completos dos pais também são diferentes: Maria Evilane Nunes e Paulo Pereira dos Santos são os pais da médica; Maria do Socorro Nunes e Paulo Custódio dos Santos, os da condenada.
Os CPFs também não coincidem.
Ainda assim, os dados da médica foram associados à investigada durante o desdobramento da Operação Fim de Rota, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
A investigação mirava uma quadrilha instalada no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, responsável por enviar drogas para Minas Gerais e Goiás.
Com a troca, Ana Paula passou a constar no processo como uma das chefes do esquema.
A ação tramitou por seis anos sem que ela soubesse que seu nome estava ligado ao caso.
O erro só veio à tona quando a médica desembarcou no Aeroporto Internacional de Campo Grande e foi abordada por policiais.
O mandado de prisão trazia os dados dela, que também haviam sido inseridos no BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão).
Segundo autos do Ministério Público a que o Campo Grande News teve acesso, a Ana Paula condenada exercia papel de gestão na organização, ao lado do marido, conhecido como "Gordão".
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