Produtora diz não saber origem de verbas de Dark Horse: "Eu era contratada"
Alvo de investigação da Polícia Federal ( PF ), a empresária Karina Gama , dona da produtora responsável pelo filme Dark Horse , afirmou que não sabe a origem dos recursos usados para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Karina, o projeto inicial previa apenas um investidor, o fundo Heavengate .
“Eu nunca participei do fundo e não era o meu papel.
Eu era contratada do fundo”, afirmou a empresária, em entrevista à CNN.
Karina disse que foram gastos US$ 13,3 milhões na produção do filme, de um orçamento inicial de US$ 24 milhões , que precisou ser reajustado para arcar com mais despesas que surgiram na fase de roteiro.
O financiamento do filme é investigado no Supremo Tribunal Federal ( STF ) devido a repasses de recursos do Banco Master.
Trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e candidato à presidência, e Daniel Vorcaro , dono do banco e que está preso por fraude bilionária no sistema financeiro brasileiro, foram tornadas públicas na última sexta-feira (11/9).
Nas conversas, Flávio pede dinheiro a Vorcaro para a produção do Dark Horse.
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Ela não soube explicar quanto do orçamento do filme veio do dono do Master.
Investigada pela PF Na última quinta-feira (10/9), a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão, em uma operação contra desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
Entre os endereços buscados, estão a sede de empresas ligadas a Karina, como o Instituto Conhecer Brasil (IBC) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), em São Paulo, além de locais no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Segundo a investigação, há indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.
O deputado federal e candidato à reeleição Mário Frias (PL) também é alvo.
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