Buscas por sobreviventes dão lugar à remoção de escombros e acolhimento de desabrigados
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
O silêncio pedido inúmeras vezes nos primeiros dias após o forte terremoto que atingiu a Colômbia na segunda (10) foi dando lugar ao barulho de maquinário pesado removendo escombros e de caminhões levando para longe os pedaços de prédios que desmoronaram.
A mudança no cenário aponta para a redução das chances de encontrar sobreviventes vários dias após o tremor que atingiu com força o Eje Cafetero (Eixo Cafeeiro), na Colômbia, e teve epicentro na região de Chocó.
Em Pereira, uma das cidades com mais mortos no terremoto, o objetivo agora é basicamente localizar corpos, afirmaram à Folha , nesta sexta (14), resgatistas que trabalhavam sobre os destroços.
Ainda assim, cães farejadores continuam sendo usados em edifícios onde as operações estão em andamento. Nesta sexta, a reportagem esteve em um dos locais onde os animais estavam presentes.
Embora sejam raros, há casos de pessoas encontradas vivas sob escombros mais de uma semana após os sismos. Também é preciso considerar que há cães treinados para identificar pessoas vivas e outros, especificamente, para localizar corpos .
Nas regiões mais afetadas de Pereira, como a área central, a cena de retroescavadeiras retirando entulho e até derrubando restos de edifícios condenados se repete. Em uma dessas ruas —várias delas bloqueadas ao trânsito de carros e pessoas—, na quinta (13), o maquinário juntava os escombros no meio da pista.
Um dos responsáveis por impedir a passagem pedia a quem se aproximava que fosse embora e não tirasse fotos. Segundo ele, a medida tinha como objetivo evitar a possibilidade de que imagens de corpos fossem feitas no local. O mesmo homem disse que, sob o calor do sol a pino em Pereira, era possível sentir, nos arredores da montanha de entulho, o odor de morte.
Em frente à praça Bolívar, em Pereira, na região central, onde um prédio foi filmado caindo durante o terremoto, produzindo uma imagens desesperadora, os escombros permanecem, mas já não há movimentação nos arredores. A Folha esteve na praça na quinta-feira.
O local, agora silencioso, mas não por pedidos de socorristas, está completamente isolado, sem a presença de voluntários —à exceção de alguns que distribuem comida e bebida— ou de equipes de resgate.
Se a busca por sobreviventes se torna cada vez mais difícil, outras questões relacionadas ao pós-terremoto começam a ganhar importância. Pereira agora tem um número significativo de desalojados.
Diante desse cenário, a Prefeitura instalou abrigos provisórios em diversos pontos e parques da cidade. Um deles fica em uma área central, no parque Olaya Herrera, próximo a uma estação do Megacable, o sistema de teleférico usado como meio de transporte.
O local, além de funcionar como abrigo, oferece atendimento médico e psicológico, três refeições por dia fornecidas pela Prefeitura, medicamentos e diversos itens básicos para o dia a dia. Há também banheiros separados para homens, mulheres e crianças.
Uma área é destinada às crianças, que podem brincar, desenhar e assistir a filmes infantis em um horário determinado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.