sábado, 10 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Últimas

Voto de brasileiros no exterior pode fazer a diferença nesta eleição

UOL Notícias ·
Voto de brasileiros no exterior pode fazer a diferença nesta eleição

Voto de brasileiros no exterior pode fazer a diferença nesta eleição - Em meio a disputa eleitoral acirrada, imigrantes brasileiros podem fazer a diferença nas urnas. Grupo cresceu nos últimos anos e já soma quase 1 milhão de aptos a votar.O crescimento recorde dos brasileiros aptos a votar no exterior pode fazer a diferença na eleição presidencial de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918.876 imigrantes se registraram para participar do pleito — aumento de 31,8% em relação a 2022, seguindo a tendência de alta dos últimos anos.

Os votantes da zona eleitoral ZZ, que abrange a comunidade que vive fora do Brasil, são agora mais numerosos do que três estados da região Norte: Acre (614,3 mil), Amapá (577,5 mil) e Roraima (401,5 mil). A alta nos registros eleitorais acompanhou o crescimento da população no exterior, que se consolidou desde 2016, passando de 3 milhões para 4,9 milhões em 2023 — aumento de 63%, de acordo com o Itamaraty.

Assim como em 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno por uma diferença de 2,1 milhões de votos — uma margem de 1,8% de vantagem —, a perspectiva para o pleito de 2026 é de uma votação apertada.

É o que sugerem as últimas pesquisas de intenção de voto. A mais recente delas, divulgadas pelo Instituto Datafolha nesta quinta-feira (17/09), aponta que Lula detém 39% da preferência no primeiro turno, e o senador Flávio Bolsonaro, 36%. Para o segundo turno, os dois aparecem em empate técnico, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais: Lula tem 46% e Flávio, 44%.

"Ambos atingiram o núcleo duro de mobilização de eleitores", afirma o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Bruno Schaefer. "Quem conseguir mobilizar mais eleitores vai sair vitorioso. O espaço para isso está no meio dos indecisos que não estão satisfeitos com essas duas candidaturas. Por isso, o voto do brasileiro no exterior é interessante."

Teresa Schneider, pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), reforça que todo voto conta. "É um público com grande potencial para fazer mais diferença no processo eleitoral, porque a gente tem quase um milhão de votos aí. Isoladamente, o voto do exterior não decide o processo eleitoral, mas pode sim ser um peso relevante, pois são votos a serem disputados".

Para Schneider, ainda que haja uma tendência entre os colégios eleitorais espalhados por 134 países de que os eleitores nos Estados Unidos e no Japão, por exemplo, votem no campo da direita, e os que vivem na Europa prefiram a esquerda, essa predileção não está consolidada.

"É um eleitorado que pode ser muito móvel, porque o perfil de imigrante pode mudar de geração para geração. Isso pode servir como incentivo para que os partidos políticos disputem mais o voto dessa comunidade."

A pesquisadora lembra que, entre 2010 e 2018, os candidatos à direita do espectro político venceram no exterior: José Serra, Aécio Neves e Jair Bolsonaro.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›