O noivo mais cortejado
Num eventual segundo turno da eleição para o governo do estado, caso o candidato Tião Bocalom (PSDB) fique fora, um apoio que vai pesar e ser decisivo para onde pender, é o do prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene. Hoje está empenhado na campanha do Bocalom, a quem considera estar no páreo e não trabalha com outra hipótese. Alysson passa a ser o noivo mais cortejado de um eventual segundo turno, por dois motivos: tem uma gestão bem avaliada e é prefeito do maior colégio eleitoral do Acre. cortejado.
A situação jurídica do ex-governador Gladson Cameli (PP) é difícil, complicada. É improvável que um recurso ao TSE tenha sucesso. A sua única carta na mão é o recurso ao STF, que vive um momento conturbado, o que vai dificultar uma decisão de Liminar que anule a sua condenação pelo STJ, que o tornou inelegível. Mas em se tratando de STF, tudo pode acontecer, até o inesperado. O quadro é este.
Mas há um lado dessa situação que não pode deixar de ser considerado: o direito do ex-governador Gladson Cameli (PP) de esgotar todo o cabedal de recursos jurídicos possíveis para manter a sua candidatura ao Senado.
Enquanto não houver decisão judicial transitada em julgado, cabem recursos por uma condenação. É o que diz a lei. Estamos numa democracia plena.
Ao contrário do que chegou a ser especulado, o ex-prefeito Mazinho Serafim (UB) continua com a campanha plena para a Câmara Federal, e deve obter uma boa votação em Sena Madureira, sua principal base eleitoral. Mesmo a prefeitura estando com a oposição.
Como estão sendo divulgados resultados eleitorais da corrida para governador e senador em outros estados, é possível que amanhã o instituto Quest divulgue a sua pesquisa sobre a eleição no Acre, pela TV-ACRE.
Pelo que tenho ouvido de estratégias para o dia da eleição, deveremos ter um batalhão de cabos eleitorais de candidatos a deputados nas ruas de Rio Branco. Os números variam entre 10 e 20 mil contratados, pelos mais abastados. É a velha história de que, quem não tiver estrutura financeira para o Dia D, morre na praia. Sempre foi assim.
A candidatura do deputado Afonso Fernandes (UB) não deve ser subestimada, mesmo estando na chapa mais forte desta eleição, a da Federação PP-UB. Afonso tem uma campanha organizada e pode surpreender os chamados favoritos.
Ainda que não esteja entre os mais cotados para ficar com uma das vagas a serem conquistadas pelo MDB na briga da Câmara Federal, o candidato Vagner Sales (MDB), com sua votação no Juruá, pode completar o teto do MDB para eleger três federais.
A subida da candidata Mailza Assis (PP) nas pesquisas – começou com 3% – para quem acompanha as eleições no Acre, não chega a ser nada surpreendente. As estatísticas mostram ser possível, mas não é fácil derrotar quem disputa a eleição para o governo, estando no comando da poderosa máquina estatal. O governo tem tentáculos em todos municípios.
Quem tentar convencer o candidato ao governo, Tião Bocalom (PSDB), de que a sua campanha não conseguiu decolar (mostram todas as pesquisas), vai perder tempo. O Boca está convicto que vence a eleição no primeiro turno.
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