Homem que confessou ter matado namorada passou dias com o corpo dela em SC
José Gustavo Rabelo, de 21 anos, que confessou ter matado a namorada , a estudante Joviana Evelyn Iankovski, 19, em Sangão (SC), permaneceu com o corpo dela durante o fim de semana, informou o delegado responsável pelo caso.
O crime teria acontecido entre os dias 6 e 7 de agosto. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito aplicou um golpe conhecido como "mata-leão", causando a morte da namorada por asfixia.
José Gustavo afirmou à polícia que consumiu uma grande quantidade de remédio controlado na sexta-feira. De acordo com o delegado Murilo Silveira da Cunha, o suspeito também consumiu bebida alcoólica nos dias seguintes.
A família do investigado soube da morte apenas na segunda-feira. Segundo a Polícia Civil, mãe e avó, que moravam com o suspeito, ainda serão ouvidas para confirmar detalhes da investigação.
José Gustavo teve a prisão preventiva decretada em audiência realizada na terça-feira (11). O Ministério Público de Santa Catarina informou que aguarda a conclusão do inquérito policial, mas o caso será remetido à segunda Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna, para análise e possível apresentação de denúncia.
O corpo de Joviana foi encontrado no quarto do suspeito na segunda-feira (10). Ela desapareceu na quinta-feira (6), após sair de casa e avisar a mãe que iria para a casa do namorado.
Durante o fim de semana, a família notou incoerências nas respostas recebidas e começou a desconfiar que havia algo errado. A mãe da vítima procurou parentes do namorado, que deram respostas desencontradas.
Evelyn Iankovski havia acabado de ingressar no curso de Ciências Biológicas da Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense). Amigos a descreveram como "destemida, doce e aventureira" nas redes sociais.
O UOL não conseguiu localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto para manifestações.
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180 , da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100 , canal voltado a violações de direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) .
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência , previstas na Lei Maria da Penha.
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