Bets: fala de Flávio irrita Planalto e aliados de Lula falam em veto total
Aliados do presidente Lula afirmam que a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre as bets gerou incômodo no em uma ala do Palácio do Planalto .
Após a fala, uma ala passou a defender que o presidente dobre a aposta e determine a proibição completa das plataformas no âmbito da medida provisória que trata do tema.
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1 de 3 RealTimeBigData: Flávio Bolsonaro tem 47% e Lula 30% no Paraná Ricardo Stuckert/ campanha Lula e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro 2 de 3 Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados nas pesquisas de intenção de votoem sabatina no Jornal Nacional Reprodução/TV Globo 3 de 3 Flávio Bolsonaro e Lula Arte Metrópoles Em transmissão realizada na quarta-feira (23/9), Flávio afirmou que, se eleito, pretende acabar com os cassinos virtuais.
O candidato criticou nominalmente plataformas como o “Jogo do Tigrinho”, que classificou como responsáveis pelo endividamento da população.
Leia também Milena Teixeira MJ identifica 251 perfis que promovem apostas irregulares nas redes Milena Teixeira Entidades ligadas às bets avaliam até judicializar MP de Lula sobre apostas Milena Teixeira Contra veto às bets, presidentes de clubes procuram ministros de Lula Na avaliação desses aliados, Lula precisa endurecer ainda mais o discurso e as medidas contra as apostas.
A avaliação é que, diante da posição de Flávio, o presidente precisa defender uma proibição mais ampla das bets para se diferenciar do candidato do PL.
A coluna apurou que a previsão, entre integrantes do governo, é de que Lula faça um anúncio sobre o assunto nesta sexta-feira (24/9), antes de viajar para Pernambuco.
Até o momento, porém, o Planalto não prevê nenhum ato oficial sobre o tema.
Como a coluna mostrou, o governo discute desde o início do mês a medida provisória que trata das apostas.
As negociações provocaram divergências entre integrantes da própria equipe de Lula.
Uma ala mais ligada ao Ministério da Fazenda defende restrições direcionadas a pessoas consideradas mais vulneráveis aos efeitos das apostas.
Já integrantes do Ministério da Justiça e da Secretaria de Comunicação Social defendem medidas mais abrangentes.
A ofensiva do governo também tem provocado divergências com empresas do setor e clubes de futebol.
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