Inquérito é aberto para apurar morte de grávida de 18 anos durante parto no interior do Acre
Familiares fazem carreata antes de sepultar Maria Rayssa no interior do Acre Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil para investigar a morte da estudante Maria Rayssa da Silva Moura, de 18 anos, após o parto no Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira, interior do Acre, nessa terça-feira (18).
Os familiares fizeram uma carreta antes do enterro da jovem nesta quarta (19).
Ao g1, o delegado Thiago Parente, responsável pela investigação, disse que o prazo inicial para conclusão do inquérito é de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, contudo, informou, que o caso deve ter prioridade na delegacia do município. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Conforme Yanderson Delmiro da Silva, primo de Maria Rayssa, o bebê permanece internado na unidade de saúde sob cuidados especiais.
Segundo a família, a criança passa bem e a previsão é que receba alta ainda nesta quarta.
No vídeo gravado por familiares, é possível ver uma a carreata que ocorreu após o velório, em direção ao cemitério: "Olha como minha sobrinha era querida, fora os carros lá atrás, nunca imaginei de estar fazendo um vídeo assim", disse uma familiar durante a gravação.
Polícia Civil abriu inquérito nesta terça-feira (18) para investigar a morte de Maria Rayssa, de 18 anos Arquivo/Rozeilton Santos LEIA MAIS: VÍDEO: Mulher dá à luz em calçada no interior do Acre; bebê estava preso à roupa da mãe 'Pensou que ia perder a filha', diz prima de mulher que deu à luz em calçada de rua no Acre Mãe denuncia negligência após morte de bebê prematuro em maternidade no Acre: 'Dor que não passa' O corpo de Maria Rayssa foi enterrado na manhã desta quarta, no Cemitério São João Batista, em Sena Madureira.
A família acompanhou o sepultamento sob forte comoção e agora aguarda o resultado da investigação para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da jovem.
Ainda na terça-feira (18), após tomar conhecimento da morte, os delegados Thiago Parente e Rêmulo Diniz, acompanhados de um perito criminal, estiveram no hospital para buscar informações sobre o atendimento prestado à jovem.
Investigação Diniz, que é coordenador da Delegacia de Sena Madureira, ressaltou que ainda não há elementos suficientes para caracterizar se a morte foi um crime ou ainda apontar um possível responsável.
O caso é tratado como morte a esclarecer.
"Nós temos que observar se os procedimentos médicos foram devidamente cumpridos ou se houve qualquer tipo de negligência.
Isso não pode ser dito de forma alguma, de forma precipitada, uma vez que é uma questão técnica", explicou.
Segundo o delegado, os procedimentos médicos adotados durante o atendimento de Rayssa serão analisados para verificar se houve eventual falha ou negligência.
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