Alcolumbre enfrenta avanço da direita e disputa pelo controle do Senado em 2027
A eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, será um dos primeiros testes da relação entre o governo reeleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Congresso.
Com a direita fortalecida nas urnas, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) enfrenta uma articulação da oposição para impedir sua permanência no comando da Casa.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) e a líder do PP, Tereza Cristina (MS), negociam uma candidatura única e avaliam qual dos dois teria melhores condições de derrotar Alcolumbre.
A movimentação ocorre apesar do apoio anunciado pela federação União Progressista ao atual presidente.
A decisão das cúpulas partidárias, entretanto, não garante os votos dos senadores.
A eleição é secreta e exige maioria absoluta, de 41 votos caso todos os 81 parlamentares participem.
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Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, é o favorito de setores do partido.
Tereza Cristina aparece como alternativa capaz de atrair apoio de outras legendas, incluindo parlamentares de centro.
Caso Marinho reúna votos suficientes, a senadora poderá negociar o comando de uma comissão estratégica, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião para 4 de novembro, quando a legenda deverá discutir a eventual oficialização da candidatura de Marinho.
O movimento também está relacionado à pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF).
Senadores da oposição defendem que o próximo presidente da Casa avance com pedidos de impeachment de ministros, pauta que Alcolumbre tem resistido a colocar em discussão.
Centrão se divide sobre apoio a Alcolumbre A adesão da federação União Progressista à candidatura de Alcolumbre provocou divergências entre dirigentes e parlamentares eleitos.
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