MPF processa Renan Santos e MBL e pede R$ 500 mil por ataques a indígenas
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que Renan Santos , candidato à Presidência pelo Missão, e o Movimento Brasil Livre (MBL) paguem R$ 500 mil por ataques contra povos indígenas do Baixo Tapajós, no Pará.
O pedido foi apresentado na segunda-feira (17) e também inclui a retirada dos vídeos das redes sociais e uma retratação pública.
A CNN Brasil solicitou um posicionamento ao candidato e ao MBL, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno.
Os conteúdos foram publicados nos perfis de Renan Santos e do MBL no Instagram durante protestos realizados em Santarém, no oeste do Pará, no início deste ano.
Na época, lideranças indígenas protestavam contra medidas relacionadas à desestatização de hidrovias amazônicas.
Leia Mais Renan Santos defende reduzir maioridade penal para 14 anos Insatisfeito com o PSD, Caiado traz “braço direito” para campanha Flávio anuncia especialistas para detalhar pontos de programa de governo Segundo o MPF, nos vídeos, Renan Santos chamou indígenas de “vagabundos” , “picaretas” e “malandros” .
Ele também afirmou que os povos da região “vivem de mamata” e deveriam começar a trabalhar.
Para o Ministério Público, as declarações não foram apenas críticas aos protestos.
O órgão afirma que os vídeos atacaram os povos indígenas de forma generalizada, além de questionarem a identidade e a existência de comunidades que vivem historicamente na região.
22 mil indígenas atingidos De acordo com o MPF, as declarações atingiram cerca de 22 mil indígenas de Santarém, Belterra e Aveiro.
São 14 etnias representadas pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita): Arapiun, Arara Vermelha, Apiaká, Borari, Kumaruara, Jaraki, Maytapú, Munduruku, Munduruku-Cara Preta, Sateré Mawé, Tapajó, Tupaiú, Tupinambá e Tapuia.
O Ministério Público Federal afirma que os ataques são ainda mais graves porque essas populações já enfrentam conflitos por território e um histórico de invisibilidade.
MPF quer retirada dos vídeos O órgão pediu que os vídeos sejam retirados das redes sociais e que Renan Santos e o MBL sejam impedidos de publicar novos conteúdos com ofensas ou ataques à identidade dessas comunidades.
Em caso de descumprimento, o MPF pede multa de R$ 3 mil por dia .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.