Chefe da ONU cobra ‘coordenação global’ diante de riscos da IA
O secretário-geral das Nações Unidas , António Guterres , defendeu nesta quarta-feira, 16, uma “coordenação global” para enfrentar os riscos da inteligência artificial ( IA ) e alertou para os perigos de uma competição desenfreada pelo desenvolvimento de sistemas cada vez mais avançados.
“A ação em nível nacional é essencial.
Mas uma cooperação global também é necessária”, disse Guterres em uma coletiva de imprensa, acrescentando que “a IA não respeita fronteiras e tampouco seus riscos”.
O chefe da ONU afirmou que os governos têm a responsabilidade de proteger suas populações das ameaças relacionadas à inteligência artificial.
O assunto, segundo ele, estará entre os temas discutidos na Assembleia Geral da ONU, que será realizada na próxima semana, em Nova York.
Continua após a publicidade + O aviso sobre a ameaça da IA ao futuro da humanidade feito por vencedora do Nobel Guterres também reconheceu os possíveis benefícios da tecnologia, citando avanços no desenvolvimento sustentável, na educação, na saúde e no enfrentamento das mudanças climáticas.
Ele ressaltou, no entanto, que os próprios responsáveis pelo desenvolvimento dos sistemas mais avançados têm manifestado preocupação com a velocidade de sua evolução.
Continua após a publicidade “O mundo não pode se dar ao luxo de uma corrida rumo ao abismo em matéria de segurança da IA”, disse.
A declaração ocorre em meio à intensificação dos apelos por mecanismos internacionais de supervisão da inteligência artificial, após incidentes e advertências de executivos do setor.
Na terça-feira, 15, OpenAI, Anthropic e Google DeepMind anunciaram que trabalham na criação de um órgão para supervisionar os riscos associados à tecnologia.
Continua após a publicidade Nesta quarta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen , anunciou que reuniria grandes atores do setor para apoiar os esforços específicos para desacelerar o desenvolvimento dos modelos de IA mais potentes.
Denúncia de funcionário Na última terça-feira, 8, Jacob Coxon, ex-funcionário da empresa de inteligência artificial Anthropic, responsável pelo Claude, publicou um texto em seu X (antigo Twitter) em que acusa a empresa de acreditar que a IA pode “matar a todos até o fim da década” e ignorar riscos iminentes no desenvolvimento de suas inteligências “super poderosas”.
Continua após a publicidade Jacob Coxon é um ex-funcionário da Anthropic e da OpenAI, que trabalhou na área de pesquisa em tecnologia.
Segundo seus próprios posts nas redes sociais, ele se demitiu na última terça-feira de seu cargo na Anthropic por discordar do caminho escolhido pela empresa para o desenvolvimento de suas inteligências artificiais.
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