Reeleição histórica de Lula: 5 embates decisivos no Congresso e no STF
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A reeleição de Lula para o seu quarto mandato presidencial marca um fato inédito na política brasileira: a primeira vez que o segundo colocado no primeiro turno consegue reverter o resultado. Mas a vitória nas urnas não garante governabilidade automática ou aprovação imediata de suas promessas de campanha. A partir de fevereiro, o Executivo terá que lidar com um Congresso de perfil fortemente conservador, onde o Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro , se consolidou como a maior força política tanto na Câmara quanto no Senado. Sem maioria própria, o governo precisará de intensa articulação política para conseguir avançar com pautas que dependem de aval parlamentar.
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Entre os temas mais urgentes estão a regulamentação das apostas online e o debate sobre segurança pública. A proibição das "bets" e de cassinos online, editada via MP na reta final da campanha, corre o risco de ser desidratada pelos líderes partidários, que já indicam o desejo de liberar as apostas esportivas. Ao mesmo tempo, o governo se vê forçado a debater a redução da maioridade penal. Em resposta à pressão da oposição, membros da base aliada passaram a admitir a redução para 16 anos exclusivamente em casos de crimes hediondos. No entanto, por se tratar de uma mudança na Constituição, qualquer alteração exigirá votos de uma ampla maioria no Congresso, além das batalhas no Legislativo.
O novo mandato será definido por disputas em torno do Judiciário e pela tensão nas contas públicas. A nova composição do Senado será decisiva tanto para avaliar as futuras indicações de Lula a vagas que se abrirão no Supremo Tribunal Federal quanto para barrar eventuais pedidos de impeachment de ministros, pauta amplamente defendida pela oposição. Na frente econômica, o grande desafio será encontrar espaço no orçamento para financiar os pacotes de alívio social prometidos, como os repasses do Bolsa Família e o programa Pé-de-Meia. Equilibrar esses gastos sem comprometer as metas fiscais é fundamental para evitar a alta dos juros e o repique da inflação , garantindo que o custo de vida não acabe corroendo os próprios benefícios concedidos à população.
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