Apagão que atingiu Manaus, Iranduba e Manacapuru em agosto leva à ação civil pública
Após apagão no AM, moradores bloqueiam rua e protestam em frente à concessionária O apagão que atingiu os municípios de Manaus, Iranduba e Manacapuru no dia 20 de agosto de 2026 levou à abertura de uma ação civil pública contra a Âmbar Energia S.A., responsável pela distribuição de energia no Amazonas.
Ação é da Defensoria Pública do Amazonas (DPAM), por meio do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon).
O sinistro levou moradores a bloquearam uma rua em frente ao Centro de Distribuição de Energia da concessionária, no fim da noite, para protestar contra a falta de energia.
Em nota, a Âmbar Energia informou que registrou um desligamento não programado no sistema de alta tensão às 17h21.
Segundo a empresa, o problema foi causado por fatores externos à rede de distribuição (veja vídeo acima).
Segundo a Defensoria, a ação é resultado de uma investigação coletiva que apurou as causas e os impactos da interrupção.
O procedimento também analisou a segurança e a adequação da rede elétrica, incluindo cabos, fiação, medidores e transformadores. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Na ação, o Nudecon pede revisão dos estudos de proteção do sistema de 69 kV, correção da função de falha de disjuntor na Subestação Ponta Negra e instalação de mecanismos de automação e controle remoto em cidades do interior, como Iranduba e Manacapuru.
"Essas medidas visam responsabilizar e garantir o suporte às demandas dos consumidores amazonenses.
Também foi requerida a apresentação e execução de plano de manutenção preventiva, além de estudos e documentos técnicos relacionados à segurança e à conformidade de cabos, fiação, conexões, medidores e transformadores utilizados na rede de distribuição", disse o defensor público e coordenador do Nudecon, Christiano Pinheiro.
Investigações anteriores A Defensoria já havia solicitado informações à Âmbar Energia sobre os materiais e equipamentos usados na rede.
O objetivo era verificar se eles atendem às normas técnicas e se são compatíveis com a carga e as condições de operação.
O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) também foi acionado para informar se há certificação dos equipamentos e se recomenda inspeções diante das falhas registradas.
Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) receberam ofícios pedindo notas técnicas, laudos e relatórios.
Esses documentos devem ajudar a comparar a eficiência dos serviços da concessionária antes e depois das trocas de fiação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.