Quando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas
Para a maioria dos brasileiros, votar é uma obrigação prevista na Constituição.
Há, porém, grupos que podem decidir livremente se comparecem ou não às urnas.
Jovens de 16 e 17 anos e pessoas analfabetas ou com mais de 70 anos têm voto facultativo.
Para alguns, essa liberdade marca o início da vida política.
Para outros, representa a possibilidade de continuar exercendo um direito por convicção, e não por obrigação.
Aos 72 anos, o aposentado José da Silva, morador de Valparaíso de Goiás (GO), passou a integrar o grupo de eleitores para os quais o voto é facultativo.
Depois de décadas comparecendo obrigatoriamente às urnas, ele afirma que continuará votando se acreditar que os candidatos estão comprometidos com o desenvolvimento do país.
“ Agora obtive o direito de decidir se voto ou não.
Essa decisão vai depender dos candidatos que pretendem me representar ”, afirmou.
José Silva diz que sempre considerou contraditória a obrigatoriedade do voto.
“ Quando existe um direito, a pessoa deve poder escolher exercê-lo ou não.
Antes dos 70 anos, quem deixava de votar era penalizado.
Quero representantes comprometidos com os interesses da sociedade e do país ”, declarou .
A poucos quilômetros dali, no centro de Brasília, Martina Matteo Ferreira, de 16 anos, fez o caminho inverso.
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