TCU vê atrasos crônicos na Ferrovia de Integração Oeste-Leste
O TCU (Tribunal de Contas da União) apontou nesta quarta-feira (16) atrasos “crônicos” na execução das obras do Lote 6 da Fiol 2 (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) , no trecho Caetité-Barreiras (BA), sob responsabilidade da Infra S.A., e recomendou reforço de governança para tentar reverter o descumprimento de cronograma.
Após 48 meses de contrato, a execução financeira acumulada do projeto somava 48,79% do valor global, abaixo do previsto para o período (72,46%), com defasagem superior a R$ 118 milhões em relação ao cronograma, segundo a auditoria.
Leia Mais Governo quer primeira reunião do conselho de minerais críticos em 10 dias Lula sanciona lei e cria conselho dos minerais críticos com poder de veto Diamante, AIEA e Abdan vão estudar conversão de térmica a carvão em nuclear O TCU também registrou piora do IDfin (Índice de Desempenho Financeiro), que caiu ao longo de 2025 e fechou dezembro indicando deterioração do ritmo de execução.
O Tribunal atribuiu o atraso a questões como a mobilização insuficiente de recursos pelo consórcio contratado, fragilidade financeira de integrante em recuperação judicial e “entraves externos”, como interferência elétrica e licenciamento em trechos de relevância arqueológica.
O TCU recomendou que a Infra S.A. adote mecanismos “robustos” de governança para monitorar metas físico-financeiras do CAC (Compromisso de Ajustamento de Conduta) firmado em junho, com indicadores objetivos, relatórios periódicos, instâncias decisórias claras e pagamentos condicionados ao desempenho, além de intensificar a articulação com concessionárias e órgãos licenciadores para destravar frentes críticas da obra.
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