Maior cratera de meteoro da América do Sul fica no Brasil
No coração do Brasil, na divisa entre os estados de Mato Grosso e Goiás, esconde-se uma cicatriz de proporções continentais.
O Domo de Araguainha é a maior cratera de impacto de meteoro da América do Sul, com impressionantes 40 quilômetros de diâmetro.
Formada há cerca de 254 milhões de anos, a estrutura é um testemunho silencioso de um evento cataclísmico que ajudou a moldar a história da vida na Terra.
Diferente da imagem clássica de uma bacia, a cratera de Araguainha não é uma depressão óbvia no terreno.
O tempo e a erosão transformaram sua aparência ao longo de milhões de anos.
Hoje, o que se observa do espaço é uma estrutura circular complexa, com um anel de serras e um núcleo soerguido, o que justifica o nome "domo".
Leia Mais Fenômeno há 445 milhões de anos acabou com 85% da vida na Terra Você sabia que o vulcão mais antigo do mundo está localizado no coração do Brasil? Cometa Lemmon se aproxima da Terra e poderá ser visto a olho nu Um evento de extinção em massa A formação do domo foi resultado da colisão de um asteroide com aproximadamente quatro quilômetros de diâmetro em uma área que, na época, era um mar raso.
O impacto liberou uma energia milhares de vezes superior à das maiores bombas nucleares, vaporizando rochas e alterando drasticamente a paisagem local.
A datação do evento coloca o impacto de Araguainha em um período crítico da história do planeta: o final do período Permiano.
Essa época coincide com a maior extinção em massa já registrada, conhecida como a extinção do Permiano-Triássico , que eliminou cerca de 95% da vida marinha e 70% dos vertebrados terrestres.
Estudos científicos ainda investigam se o impacto do meteoro em Araguainha pode ter contribuído para essa catástrofe global, liberando gases tóxicos e alterando o clima .
Turismo científico e geológico Apesar de sua aparência desgastada, o Domo de Araguainha se tornou um destino valioso para o turismo científico.
Reconhecido pela União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS) como um dos 100 principais sítios geológicos do mundo, é um verdadeiro laboratório a céu aberto.
Geólogos, pesquisadores e estudantes de todo o mundo visitam a região para estudar as rochas e formações únicas que só um evento de impacto dessa magnitude poderia criar.
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