Em 16 de outubro de 1793, Maria Antonieta ia à guilhotina. Entenda o que aconteceu durante um dos maiores julgamentos da França
Em 16 de outubro de 1793 , no auge do Terror jacobino na Revolução Francesa , a rainha Maria Antonieta foi executada na guilhotina , aos 38 anos.
O ato ocorreu pontualmente às 12 horas, no centro de Paris.
A condenação à morte encerrou a trajetória da monarca austríaca, que estava presa desde o ano anterior junto com a família real.
O destino trágico expôs intrigas de corte, acusações populares e controvérsias históricas.
Leia Mais Greta Thunberg participa de protestos na França ao lado de estudantes Versalhes celebra 20 anos do filme "Maria Antonieta", de Sofia Coppola Dia da Bastilha: 5 filmes sobre a Revolução Francesa O ritual na fronteira e o apelido pejorativo Nascida na Áustria como Maria Antônia , a jovem casou-se aos 14 anos com o herdeiro francês Luís Augusto, que tinha 16 anos.
O matrimônio por procuração visava selar a aliança entre os dois países.
Ao chegar à fronteira francesa, a jovem foi forçada a se despir completamente e abandonar roupas e enxoval originais.
Ela recebeu um traje dourado para continuar a viagem até o Palácio de Versalhes.
O noivo deu-lhe apenas um beijo rápido no rosto ao conhecê-la.
Na manhã seguinte ao casamento, o jovem registrou apenas a palavra “Nada” em seu diário pessoal, algo que se repetiria durante anos.
Apesar de aprender a falar francês fluentemente, a nobre sofreu forte rejeição na corte.
O apelido de chienne (“cadela”) derivou de uma adaptação pejorativa da palavra francesa para austríaca.
Difamações e a reputação de Madame Déficit A demora de anos para gerar herdeiros motivou a circulação de panfletos satíricos e difamatórios.
A população a acusava de ninfomania e de manter diversos amantes na corte.
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