Fazenda recusa reunião com DF sobre empréstimo para salvar BRB
O Ministério da Fazenda recusou o pedido de reunião do governo do Distrito Federal com o ministro Dario Durigan para tratar do empréstimo de R$ 6,6 bilhões solicitado ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para salvar o Banco de Brasília ( BRB).
Em ofício enviado na segunda-feira, o chefe de gabinete de Durigan, Fábio Terra, disse que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) vem representando a União nas tratativas sobre o assunto e que o entendimento é que necessária uma articulação do DF com o mercado.
Leia também Juristas veem ‘promiscuidade’ em relação de Moraes com Vorcaro e defendem apuração Juristas defendem que fatos sejam formalmente apurados e a possibilidade de que uma medida cautelar afaste Moraes do cargo de ministro durante as investações Moraes descartou impedimento para escritório da esposa atender Banco Master, diz nota Banca afirma que área de compliance consultou Alexandre de Moraes antes da assinatura do contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master “Considerando que a estruturação e a execução da operação não se inserem nas atribuições do Governo Federal, o que nunca impediu que ajudássemos no que coubesse, entende-se necessária a articulação, pelo Distrito Federal, com as instituições financeiras e demais agentes do mercado, inclusive para a definição dos elementos concretos da operação”, afirmou no documento a qual O GLOBO teve acesso.
Terra ponderou, no entanto, que a Fazenda permanece à disposição para participar das reuniões e auxiliar na coordenação dos encaminhamentos necessários à implementação da operação.
No dia 20 de agosto, a governadora do DF, Celina Leão (PP), havia solicitado a reunião com Durigan para dar continuidade às tratativas da estruturação da operação de crédito, cujo formato foi definido em audiência de conciliação entre a União e o governo local no Supremo Tribunal Federal (STF), em maio.
Pelo acordo, o empréstimo seria garantido por um grupo de bancos, que teriam como contragarantia o fluxo de Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do DF, calculado em R$ 1,6 bilhão por ano.
Celina havia pedido ainda que Durigan avaliasse a viabilidade de convidar os bancos envolvidos na discussão (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, BTG Pactual e XP Investimentos) As instituições têm dúvidas sobre a segurança jurídica das contragarantias, uma vez que os fundos são utilizados para custear políticas essenciais no ente federativo.
O temor é de que, no caso de calote do DF, os bancos não consigam acessar os recursos.
Outra preocupação é com o tamanho do rombo no BRB.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.