Alphabet, dona do Google, lucra US$ 26,2 bilhões no 3º tri, queda de 25,2%
A Alphabet, dona do Google, teve lucro líquido de US$ 26,2 bilhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 25,2% sobre o mesmo período de 2025, informou a companhia em balanço divulgado nesta quarta-feira (28).
Lucro líquido antes dos dividendos preferenciais foi de US$ 26,5 bilhões, queda de 24,3%. O lucro de US$ 26,2 bilhões do trimestre é o atribuído aos acionistas ordinários, após US$ 298 milhões em dividendos de ações preferenciais. O lucro por ação diluído foi de US$ 2,12, ante US$ 2,87 um ano antes.
Resultado não operacional, que reúne juros, câmbio e ganhos ou perdas com investimentos, foi negativo em US$ 8,2 bilhões. Um ano antes, havia sido positivo em US$ 12,8 bilhões. O balanço aponta perda de US$ 8,7 bilhões com investimentos em ações no trimestre, contra ganho de US$ 10,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025.
Perda com investimentos em ações reduziu o lucro líquido em US$ 6,7 bilhões, segundo a companhia. O efeito equivale a US$ 0,55 por ação, de acordo com o balanço, que afirma que oscilações no valor desses investimentos podem gerar volatilidade nos próximos resultados.
Receita total foi de US$ 127,6 bilhões, alta de 24,7%. O valor compara-se a US$ 102,3 bilhões no terceiro trimestre de 2025. Em moeda constante, que exclui o efeito do câmbio, a alta foi de 25%, segundo a empresa, que diz ter registrado o 13º trimestre seguido de crescimento de dois dígitos.
Receita do Google Cloud mais que dobrou, para US$ 30,7 bilhões. A alta foi de 102,6% sobre os US$ 15,2 bilhões de um ano antes. O lucro operacional da área passou de US$ 3,6 bilhões para US$ 11,1 bilhões.
Empresa atribui o avanço do Cloud à demanda por infraestrutura e soluções de inteligência artificial. Segundo a companhia, a venda de sistemas TPU, os chips de IA desenvolvidos pelo Google, foi uma contribuição relevante para o crescimento da receita.
Lucro operacional foi de US$ 40,6 bilhões, alta de 29,9%. A margem operacional, fatia da receita que sobra após custos e despesas da operação, ficou em 31,8%, ante 30,5% no terceiro trimestre de 2025.
Investimento em imóveis, máquinas e equipamentos (capex) somou US$ 51,4 bilhões, alta de 114,4%. Um ano antes, foram US$ 24,0 bilhões. O caixa livre, que é a geração de caixa das operações menos esse investimento, ficou negativo em US$ 9,1 bilhões, segundo a companhia.
Dívida de longo prazo chegou a US$ 125,1 bilhões em 30 de setembro. O balanço traz como comparação 31 de dezembro de 2025, quando o saldo era de US$ 46,5 bilhões. No trimestre, a empresa emitiu notas sênior sem garantia com recursos líquidos de US$ 28,7 bilhões.
Alphabet captou US$ 12,4 bilhões com emissão de ações no trimestre e não recomprou papéis. A venda foi feita no programa at-the-market, em que a empresa vende ações aos poucos no mercado: US$ 4,3 bilhões em ações Classe A e US$ 8,1 bilhões em Classe C. Um ano antes, as recompras somaram US$ 11,5 bilhões.
Conselho declarou dividendo trimestral de US$ 0,22 por ação ordinária. O pagamento, para as ações Classe A, B e C, será em 14 de dezembro, para quem for acionista em 7 de dezembro.
As ações da empresa chegaram a cair 7,9% nas negociações após o fechamento do mercado.
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