Bancos cobram de candidatos diretriz de política fiscal
Os principais executivos dos grandes bancos brasileiros, reunidos em evento de tecnologia promovido pela Febraban, aumentaram a pressão por uma sinalização mais clara dos principais candidatos à Presidência da República sobre os rumos da política fiscal.
A mensagem principal foi a de que os juros altos têm prejudicado a economia, e que a única maneira de haver uma queda estrutural da taxa Selic é com a perspectiva de estabilização da dívida pública em relação ao PIB.
O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, foi um dos mais vocais.
O executivo defendeu que é necessário ouvir diretamente os candidatos — e “não seus assessores” — sobre as propostas que têm para política fiscal.
A afirmação vem num momento em que auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) intensificam a agenda de encontros na Faria Lima.
Segundo Noronha, a dívida bruta em quase 82% do PIB, com trajetória ascendente, o que torna necessárias medidas para dar sustentabilidade nas contas públicas, “independentemente de posições políticas”.
“O que a gente quer ver, efetivamente, é equilíbrio fiscal e um equilíbrio dessa dívida, para que não suba nessa proporção, em relação ao PIB.” Para Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, em vez de discursos polarizados, a preocupação deveria ser discutir um plano econômico para o futuro do Brasil.
“Qual é o futuro? Qual é o plano econômico? Qual é a visão para educação, para saúde? Do que a gente está falando? Acho que essa é a oportunidade que sempre aparece diante de uma eleição”, disse Maluhy, destacando que é preciso atacar a questão da produtividade, que está estagnada.
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