Produção de rações cresce 5,4% no primeiro trimestre de 2026
A indústria brasileira de alimentação animal produziu 22,6 milhões de toneladas de rações no primeiro trimestre de 2026, volume 5,4% superior ao de igual período do ano passado, segundo prévia do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).
O avanço foi sustentado principalmente pela demanda das cadeias de frangos e suínos, que concentram a maior parte do consumo no setor.
Para 2026, o Sindirações projeta produção de 94,9 milhões de toneladas de rações, alta de 4,6% sobre 2025.
Considerando também o sal mineral, o volume total deve alcançar 98,4 milhões de toneladas, com crescimento de 4,5% na comparação anual.
A avicultura de corte respondeu pela maior parcela da demanda no primeiro trimestre, com cerca de 10 milhões de toneladas de rações, avanço de aproximadamente 6% frente às 9,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.
Para o ano, a estimativa é de 39,8 milhões de toneladas, alta de 5%.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! Na suinocultura, a demanda somou 5,5 milhões de toneladas no trimestre, ante 5,1 milhões de toneladas um ano antes, crescimento de 7,8%.
A previsão para 2026 é de 23,6 milhões de toneladas, também com avanço de 5%.
Segundo a entidade, o resultado acompanha o aumento do abate de suínos, que alcançou 15,3 milhões de cabeças no período, e o desempenho das exportações.
Entre as demais cadeias, a produção de rações para poedeiras atingiu 1,84 milhão de toneladas no trimestre, alta de 4%.
Para bovinos de corte, foram cerca de 1,3 milhão de toneladas, avanço de 8,5%, com expectativa de 8,23 milhões de toneladas no ano.
A pecuária leiteira demandou 2,02 milhões de toneladas, crescimento de 3,1%, e deve encerrar 2026 com 7,9 milhões de toneladas.
Na aquicultura, a demanda ficou em cerca de 500 mil toneladas no trimestre, alta de 6,4%, com projeção de 1,97 milhão de toneladas no ano.
No segmento, a carcinicultura foi apontada como destaque, com avanço associado à automação da alimentação, melhorias na aeração, conforto ambiental e adequação das densidades de cultivo.
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