Mulher é presa pelo FBI suspeita de planejar ataque contra Capitólio de NY
O FBI prendeu ontem Jessica Bowie, 35, acusada de planejar um ataque com explosivos contra o Capitólio do estado de Nova York, em Albany. Ela se apresentou hoje pela primeira vez a um tribunal federal nos Estados Unidos para responder sobre a acusação.
Jessica teria declarado lealdade ao Estado Islâmico (ISIS). A informação consta em uma queixa criminal do FBI protocolada hoje, que indica ainda que Jessica planejava "outros atos hediondos de terrorismo".
Segundo o FBI, Jessica planejava detonar um dispositivo explosivo no Capitólio do Estado de Nova York. A intenção seria de matar autoridades públicas e destruir "a maior parte possível do edifício" antes de fugir para um território controlado pelo Estado Islâmico (ISIS) na Síria.
Quero destruir a maior parte possível do prédio e matar os senadores enquanto estiverem reunidos. Quero também que eles percam muitos documentos importantes. Quero que isso tenha um impacto no sistema americano Declarações de Jessica Bowie, segundo o FBI
Investigadores afirmam que a suspeita vigiou o prédio do Capitólio por semanas e tirou várias fotos do edifício. Ela foi flagrada comprando utensílios que seriam utilizados no dispositivo explosivo.
Segundo a denúncia, Jessica divulgou mensagens antiamericanas na internet . Em uma conta identificada como sendo de Jessica, ela escreveu: "Louvado seja Allah pelo 11 de setembro [ataque terrorista contra o World Trade Center]" e "Quando eu puder emigrar, envenenarei esses infiéis". Além disso, ela gravou e disseminou online seu "Bayah" — um juramento formal de lealdade ao Estado Islâmico.
O caso está sendo investigado pelo FBI, com o apoio do Serviço Secreto dos EUA, da Polícia do Estado de Nova York e do Departamento de Polícia de Albany. "A Divisão de Segurança Nacional e nossos parceiros das forças de segurança estão comprometidos com o trabalho minucioso de impedir que planos como esse se concretizem e de garantir a condenação daqueles que tentam executá-los", disse o Procurador-Geral Adjunto para Segurança Nacional, John A. Eisenberg.
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