Raízen propõe aumento de capital de ao menos R$ 3,5 bilhões
A Raízen propôs um aumento de capital privado de, no mínimo, R$ 3,5 bilhões, com emissão de novas ações ordinárias e preferenciais das classes A e B.
O preço de emissão será de R$ 0,25 por ação, independentemente da espécie ou classe, conforme comunicado ao mercado divulgado nesta quarta-feira (21).
A operação faz parte do plano de recuperação extrajudicial da companhia e de determinadas controladas, homologado em junho de 2026.
A proposta prevê a subscrição mínima de 14 bilhões de ações e ainda depende de aprovações societárias.
O valor máximo da capitalização será definido posteriormente e levará em conta a eventual participação da Aguassanta Participações, a conversão de créditos sujeitos ao plano de recuperação e o exercício do direito de preferência pelos demais acionistas.
Leia Mais Raízen aprova medidas para recuperação extrajudicial e convoca acionistas Raízen tem plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça de SP Raízen Energia pede conversão de registro na CVM em meio à reestruturação A criação das ações preferenciais classe B, a reclassificação das atuais ações preferenciais para a classe A, a instituição de um programa de Units e mudanças no estatuto social serão analisadas em assembleia geral extraordinária e assembleia especial de acionistas preferencialistas, convocadas para 30 de outubro.
Caso as propostas sejam aprovadas, o Conselho de Administração deverá deliberar sobre o aumento de capital em reunião prevista para 5 de novembro.
Direito de preferência Os acionistas que detiverem ações da Raízen ao fim do pregão da B3 em 5 de novembro terão direito de preferência na subscrição dos novos papéis.
As ações compradas a partir de 6 de novembro serão negociadas sem esse direito.
O período para exercício da preferência está previsto para começar em 6 de novembro e terminar em 7 de dezembro, totalizando 30 dias corridos.
A proporção de subscrição e a quantidade de ações de cada classe a que os investidores terão direito serão definidas pelo Conselho de Administração e divulgadas posteriormente.
As ações preferenciais classe B não serão negociadas em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.
Os papéis ficarão registrados exclusivamente nos livros da companhia, mantidos pelo escriturador.
As ações subscritas por meio do direito de preferência deverão ser integralizadas à vista, em dinheiro, na data de liquidação a ser informada pela empresa.
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