Boto, do Flamengo, alfineta o Vasco no Maracanã: "Preocupa pagar pela casa e outra pessoa fazer uma festa"
"Preocupa eu pagar pela casa e outra pessoa fazer uma festa" diz Boto sobre Maracanã O imbróglio envolvendo a realização do jogo entre Vasco e Boca Juniors, pela volta da semifinal da Sul-Americana, continua.
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, se manifestou sobre o tema na chegada do clube à Argentina, onde enfrenta o Estudiantes, pela semifinal da Libertadores, na quinta-feira, após a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro permitindo o confronto no Maracanã.
O português se disse preocupado com o estado do gramado para o duelo do time rubro-negro com o Estudiantes, dois dias depois - a partida de volta da semifinal.
O Vasco entra em campo na terça, enquanto o Fla joga na quinta. + Flamengo e Fluminense entram com ação no STJ contra Vasco x Boca Juniors no Maracanã — Essa questão do Vasco, isso eu deixo para as pessoas da diretoria, com o presidente.
É óbvio que preocupa o gramado e preocupa também um pouco preparar uma casa, pagar pela casa e ir outra pessoa usar a casa para fazer uma festa - disse o dirigente, nesta terça-feira, na porta do hotel que servirá de concentração ao elenco em Buenos Aires.
José Boto, durante entrevista na chegada do Flamengo à Argentina Thiago Lima/ge O Maracanã é gerido atualmente pelo Consórcio formado pela dupla Flamengo e Fluminense.
O contrato foi assinado em setembro de 2024 e é válido por 20 anos, dando a possibilidade da exploração financeira do local, seja com aluguel para outros clubes ou eventos, como shows e o jogo recente da NFL.
No edital da licitação do Governo do Estado existe uma citação a jogos de outras equipes.
No trecho, determina-se que não poderá haver favorecimento de um ou mais clubes. — A CONCESSIONÁRIA, sem prejuízo de outras vedações estabelecidas neste CONTRATO, no EDITAL e seus ANEXOS, ou na legislação aplicável, não poderá favorecer a uma ou mais agremiações, clubes, associação ou confederação desportiva, por meio de oferta de utilização exclusiva do Complexo, em especial do Estádio Jornalista Mário Filho – Maracanã, assim como impor tratamento comercial injustificadamente distinto, discriminatório ou sem critérios técnicos, que represente ônus excessivo e ou a prática de atos que resultem, em vedação de acesso à utilização do Complexo às agremiações, clubes, associação ou Confederação.
O que significa que a concessionária deve garantir acesso aos clubes ao estádio, sem tratamento discriminatório e com critérios técnicos, quando não houver conflito de datas e por meio de aluguel cobrado de forma isonômica para jogos oficiais.
Flamengo e Fluminense argumentam que o trecho acima do edital permite o veto a jogos de outras equipes.
No ano passado, o Vasco assinou um acordo com Fla e Flu para utilização do Maracanã.
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