Computação neuromórfica: como funcionam os chips inspirados no cérebro?
A computação neuromórfica é uma abordagem para projetar computadores inspirada na maneira como o cérebro processa informações.
Em vez de trabalhar continuamente, esses chips imitam alguns princípios de neurônios e sinapses, processando informações conforme os eventos acontecem.
A ideia não é nova: pesquisadores desenvolvem circuitos inspirados no cérebro humano desde os anos 1980.
O que mudou foi a escala.
Em 2024, a Intel apresentou o Hala Point, um sistema de pesquisa que reúne 1.152 processadores Loihi 2 e simula até 1,15 bilhão de neurônios.
A eficiência, porém, vem acompanhada de desafios que ajudam a explicar por que a arquitetura ainda não virou padrão.
Hoje não existe um "computador neuromórfico" à venda para uso cotidiano .
A seguir, entenda o que é computação neuromórfica, como os chips inspirados no cérebro processam informações, onde essa tecnologia já é usada e por que ela ainda não substitui os processadores tradicionais.
O que é computação neuromórfica? A computação neuromórfica é uma abordagem de computação que leva princípios do funcionamento do cérebro para o projeto de hardware.
Em vez de imitar neurônios e sinapses apenas por software, o hardware incorpora alguns desses princípios diretamente aos circuitos.
O nome ajuda a entender a proposta.
Ele combina os radicais gregos neuro , de “sistema nervoso”, com morphé , de “forma”.
O termo foi cunhado nos anos 1980 pelo engenheiro americano Carver Mead, do Caltech, que estudava como circuitos eletrônicos poderiam reproduzir propriedades encontradas em sistemas neurais.
O cérebro humano continua sendo a grande inspiração — e também um desafio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.