Como um desenvolvedor usou IA para clonar programas da Adobe e Microsoft?
Um desenvolvedor de software recriou versões de aplicativos da Microsoft e da Adobe, além do Figma, usando inteligência artificial (IA).
O projeto, conhecido como ArtCraft, viralizou nas redes sociais e virou manchete na mídia de tecnologia por oferecer alternativas gratuitas e de código aberto para aplicativos comerciais que, em muitos casos, exigem assinaturas caras para acesso completo.
O projeto ArtCraft foi inicialmente divulgado pelo usuário do Reddit u/ai_art_is_art , posteriormente identificado como Brandon Thomas, um desenvolvedor de software que afirma ter 15 anos de experiência na área.
100% Open Source Clean Room Implementations of 7 of Adobe's Top Apps by u/ai_art_is_art in vibecoding O ArtCraft já existia em maio de 2025 como uma ferramenta de criação de arte baseada em IA, segundo registros do Internet Archive.
Contudo, a iniciativa ganhou maior projeção na internet no começo de outubro deste ano, quando Thomas publicou versões do Photoshop, Premiere, Lightroom e vários outros apps da Adobe construídos por meio de engenharia reversa e com auxílio de inteligência artificial.
A Adobe é amplamente conhecida por adotar estratégias agressivas de monetização sobre sua suíte de aplicativos, a Adobe Creative Cloud.
A empresa chegou a ser processada sob a acusação de ocultar taxas de rescisão de contratos e dificultar o encerramento de assinaturas.
Assim, a insatisfação de parte dos consumidores com a Adobe, somada à demanda pelos softwares da Creative Cloud e à oferta gratuita das alternativas, contribuiu para a repercussão do projeto.
Os clones da Adobe, porém, não foram os únicos lançamentos do ArtCraft.
Dias depois, Thomas também lançou versões de aplicativos da Microsoft — Excel, PowerPoint e Word — e os disponibilizou gratuitamente e com código aberto .
Posteriormente, o Figma também foi reconstruído e oferecido como software de código aberto.
Como os apps da Adobe, Microsoft e Figma foram clonados? Segundo sua publicação no Reddit, Thomas afirma não ter invadido sistemas das empresas nem acessado o código-fonte dos softwares da Adobe, Microsoft ou Figma .
Os aplicativos da suíte ArtCraft foram construídos usando uma técnica de engenharia reversa chamada clean-room reimplementation , em que se observa o comportamento de um software, procura-se compreender seu funcionamento e, a partir dessa análise, constrói-se um aplicativo independente.
Basicamente, esse tipo de reimplementação envolve múltiplas etapas, todas trabalhosas — observação, levantamento de requisitos, desenvolvimento e análise de resultados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.