Flamengo jogando 'meio como Palmeiras'? Rômulo compara, e PVC rebate
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Flamengo adotou uma postura pragmática no 0 a 0 com o Estudiantes e, em alguns momentos, jogou "meio como Palmeiras", avaliou o colunista Rômulo Mendonça no De Primeira , do Canal UOL.
O empate fora de casa, com nenhuma finalização no alvo, virou tema central do pós-jogo. O colunista Paulo Vinícius Coelho ponderou que a Libertadores costuma impor partidas "enroscadas" e que tudo passa pela expectativa exagerada diante de times que impõem dificuldade.
Parece que o Flamengo com o Jardim, em alguns momentos, como ontem, ele meio que reverencia o Abel. Fica uma coisa meio Palmeiras assim de 'temos qualidade, mas na verdade vamos ser pragmáticos'. Ok, o adversário vai ficar lançando bola aérea, a gente vai cortar, um empate vai ser bom se houver uma possibilidade de contra-ataque e fazer um gol melhor ainda, mas vamos ser pragmáticas e buscar o resultado. Só que tem essa coisa, o elenco do Flamengo tem uma qualidade tão grande que chama muita atenção, negativamente, alguém no comando adotar esse tipo de estratégia. Rômulo Mendonça
Na leitura do comentarista, o Flamengo até começou bem, mas depois "jogou errado no ataque" e deixou o Estudiantes "ditar a cara do jogo" com imposição física e jogadas de cruzamento.
Ainda assim, ele reconheceu que o plano entregou um resultado administrável para decidir no Maracanã.
PVC discordou do tom de surpresa com a dificuldade do empate e disse que o contexto do jogo fora de casa pesa mais do que a comparação direta de elencos. Para ele, o Flamengo não viveu um "privilégio" ao ter dificuldades em La Plata, e esse tipo de partida acontece também com times grandes em outros torneios.
A gente analisa o Flamengo como se o Flamengo estivesse jogando contra a Chapecoense no Maracanã. Só que não é a Chapecoense no Maracanã. Você está jogando contra Estudiantes em La Plata. É por isso que você tem jogo que você não consegue finalizar. Isso não é um privilégio do Flamengo, nem do Palmeiras. Paulo Vinícius Coelho
PVC apontou que Jorginho "faz muita falta" e defendeu a presença de Bruno Henrique, mesmo sem brilho, pelo trabalho sem bola. Rômulo, por outro lado, sugeriu que um jogo com mais referência de pivô se encaixaria melhor em Pedro.
Não, eu acho que era pro Bruno Henrique. E acho que o Bruno Henrique não brilhou. Mas ele combate, ele combate o tempo inteiro, é por isso que ele joga. Paulo Vinícius Coelho
Rômulo manteve a crítica ao dado que mais incomodou no pós-jogo: o Flamengo terminar sem acertar o gol.
Eu acho um absurdo o Flamengo não ter nenhuma finalização, não importa que é libertador e semifinal. Rômulo Mendonça
Ao olhar o panorama da campanha, PVC fez um contraponto: o Flamengo passou boa parte do torneio sem sofrer gols.
Ele lembrou que o time não foi vazado em seis dos jogos disputados, o que, na visão dele, ajuda a explicar a escolha por um caminho mais cauteloso fora de casa.
O Flamengo jogou 11 vezes na Libertadores, ou 10 por causa do jogo do Medellín, mas não tomou gol em 6. Não tomou gol em seis. Seis em dez jogos. Paulo Vinícius Coelho
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