Relatório da ONU indica haver indícios de crimes de guerra dos EUA no Irã
Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram, nesta quinta-feira (17), que “há motivos razoáveis” para acreditar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra contra civis no Irã , cuja população também enfrenta “graves violações de direitos humanos” por parte de seu próprio governo .
Em seu relatório mais recente, que será apresentado na segunda-feira (21) ao Conselho de Direitos Humanos, os investigadores independentes pedem aos 47 países do Conselho que pressionem pelo fim da guerra , para levar os responsáveis por crimes de guerra à Justiça e pela concessão de asilo aos civis que fogem para o exterior.
Irã, Israel e Estados Unidos não são integrantes do Conselho de Direitos Humanos.
“Após os ataques dos Estados Unidos e de Israel de 28 de fevereiro, a missão constatou que havia motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram crime de guerra ao lançar ataques indiscriminados que causaram perda de vidas ou ferimentos a civis, ou danos a bens de caráter civil”, afirmaram os investigadores.
“Entre eles estão ataques com mísseis Tomahawk contra a claramente identificável Escola Primária Shajareh Tayyebeh, em Minab — que mataram mais de 150 pessoas, incluindo quase 120 meninas e meninos”, acrescentaram.
Também mencionam outro ataque aéreo no qual mísseis de precisão “dispersaram nuvens de estilhaços” sobre um complexo esportivo e uma área residencial em Lamerd, que matou 22 civis .
O relatório também destaca que a repressão, por parte do governo iraniano, aos protestos internos iniciados no fim de 2025 pelo aumento do custo de vida representou “uma escalada para suprimir a dissidência” , utilizando “leis repressivas”, “força letal” e “a pena de morte como ferramenta de intimidação e controle”.
As forças de segurança do Estado mataram manifestantes nas 31 províncias — incluindo ao menos 221 menores de idade —, atacaram centros de saúde e detiveram dezenas de milhares de pessoas, acrescenta o documento.
Entre março e agosto de 2026, ao menos 29 homens foram executados após julgamentos sumários relacionados aos protestos , e mais de 70 pessoas, incluindo cinco mulheres e três crianças, continuavam “sob risco iminente de execução”.
Os civis “estão presos entre graves violações dos direitos humanos e crimes contra a humanidade cometidos por seu próprio governo, e o conflito mortal que opõe o país aos Estados Unidos e a Israel”, declarou a missão independente.
Os investigadores da ONU exigiram que Israel, Estados Unidos e Irã “interrompam imediatamente as hostilidades” .
Também pediram que os países do Conselho de Direitos Humanos da ONU “adotem medidas diplomáticas rápidas para implementar uma paz permanente” e garantam que as supostas violações do direito internacional sejam “investigadas de forma independente e que os responsáveis prestem contas”.
Os Estados Unidos reagiram nesta quinta-feira . Afirmaram que não davam “nenhum crédito” ao relatório. Uma autoridade do Departamento de Estado acusou o Conselho de Direitos Humanos de “trair seus próprios ‘valores’ ao recorrer a uma retórica antiamericana e ao antissemitismo, enquanto busca apaziguar regimes repressivos”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.