Governo reforça prevenção e investe R$ 1,3 bilhão contra El Niño
Preocupado com os impactos do El Niño — fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial —, o governo federal preparou um plano estratégico para enfrentar a emergência climática, investindo mais de R$ 1,3 bilhão em ações de prevenção, que incluem combate ao desmatamento, operações de reflorestamento, treinamento de pessoal e integrantes das comunidades tradicionais.
Há, ainda, o alerta para este ano e 2027.
É que as principais agências de meteorologia do mundo e do Brasil preveem intensidade máxima das temperaturas em mais2,7°C — considerada bastante elevada, extremo e histórico, provocando o Super El Niño.
De acordo com o plano anunciado, o Fundo Clima mobilizou R$ 52 bilhões desde 2023 e R$ 35bilhões apenas em 2025.
Outro financiamento é o Eco Invest, que junto com o Fundo Clima investiram R$ 179 Bi desde de 2023.
“Nossa percepção é de que o governo federal está preparado, mas a articulação de ações com estados e municípios é fundamental para que tenhamos a melhor atuação possível diante desses efeitos.
A despeito de todas as ações que vêm sendo executadas desde 2023, houve neste ano um reforço orçamentário de R$ 1,35 bilhão para ações de prevenção adicionais para enfrentar este El Niño”, afirmou a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
O plano estratégico diz, ainda, que, nos últimos 20 anos, o Brasil registrou cinco eventos: 2006-2007 (Fraco a moderado +1,0 °C); 2009–2010 (Moderado a forte +1,6 °C);2014–2016 (Muito forte +2,6 °C);2018–2019 (Fraco +0,9 °C); e 2023–2024 (Muito forte +2,2 °C).
Para a elaboração do documento, especialistas de 24 ministérios e nove salas setoriais — focadas em incêndios, energia, combustíveis, defesa civil, saúde, entre outras áreas — organizaram-se na sala de situação integrada.
A Sala de Situação Interministerial foi criada para preparar respostas e gerenciar possíveis desastres provocados pelo Super El Niño.
Impactos O relatório detalha os possíveis impactos entre as regiões do Brasil.
As regiões Norte e Nordeste deverão sofrer com a ampliação do período de seca.
No Norte, o mês mais crítico deve ser dezembro e ameaça as comunidades de desabastecimento e isolamento, uma vez que haverá dificuldades de acesso à água para consumo e produção, navegabilidade dos rios e, incêndios.
No Nordeste, a preocupação é com impactos em áreas agrícolas produtivas, colocando em alerta a partir deste mês até o fim do ano.
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