Sachsida é o favorito de Jair Bolsonaro para comandar Fazenda em eventual governo Flávio
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O advogado e economista Adolfo Sachsida é o favorito do ex-presidente Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Fazenda num eventual governo de Flávio Bolsonaro ( PL ), segundo seis pessoas ouvidas pela Folha. Foram ouvidos integrantes da campanha e colaboradores do candidato na corrida presidencial.
O economista se encaixa no perfil que o ex-presidente prefere ver no comando da política econômica, caso o filho ganhe as eleições no próximo dia 25: um técnico que, segundo relato colhido nas últimas semanas, não seja empregado de banqueiro nem de alguém que tenha comprado um precatório.
Sachsida foi um dos primeiros apoiadores de Jair Bolsonaro quando o então deputado federal ainda era um pré-candidato menos expressivo na corrida presidencial de 2018. Após a vitória, manteve a confiança do agora ex-presidente e chegou a ser nomeado ministro de Minas e Energia.
Hoje, Sachsida é um dos advogados de Jair Bolsonaro, o que lhe garante canal direto ao pai do candidato, que cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado .
Se a decisão dependesse só do ex-presidente, segundo os relatos, Sachsida seria o ministro da Fazenda, mas ainda não se sabe qual o peso que Flávio dará para essa recomendação se for eleito, uma vez que a escolha do nome pode levar em consideração também outros fatores.
Na última terça-feira (13), Flávio visitou o pai pela primeira vez desde julho , ocasião em que pôde conversar sobre os rumos da sua campanha presidencial. Nesta quinta-feira (15), o senador teve um segundo encontro com o ex-presidente.
Sachsida não figura no topo da lista de preferência do mercado financeiro para o cargo, que tem outros nomes cotados na bolsa de apostas, mas não chega a ser rejeitado. A interlocutores o ex-ministro afirmou que teria menos chances de ocupar o cargo devido à pressão para que o próximo chefe da Fazenda seja alguém do mercado.
Na equipe de Flávio, ele tem lugar cativo, como apoiador de primeira hora. Hoje, é o coordenador econômico da campanha e é visto como uma pessoa que não faz confusão nem traz problemas para a candidatura. Ele ainda é próximo de Carlos Bolsonaro, outro membro da família e que se elegeu senador pelo PL de Santa Catarina.
Seu nome também já foi citado para comandar os ministérios de Infraestrutura e do Planejamento e a Petrobras.
Sachsida já se manifestou a favor de um ajuste fiscal baseado no estabelecimento de um teto de gastos guiado pelo patamar de endividamento do país.
"Precisamos de um ajuste feito via controle de gastos, não dá para criar mais novos tributos. Nosso processo de consolidação fiscal é através de redução de gastos. Em um ano e meio vamos resolver o lado fiscal da economia .
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