Terras rurais no Pantanal custam até 31 vezes menos que em áreas agrícolas
As terras rurais mais baratas de Mato Grosso do Sul estão no Pantanal.
Segundo o Atlas do Mercado de Terras 2025, elaborado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), isso decorre da capacidade de produção da região, cujo potencial é pecuário e não agrícola.
Tanto que os preços sobem bastante conforme aumenta a aptidão da terra na área, variando de R$ 4,1 mil a R$ 24,3 mil.
E justamente devido à limitação produtiva, conforme o Atlas, é que os preços são os mais baixos do Estado.
Um hectare de área agrícola de alta capacidade, por exemplo, chega a R$ 126,7 mil em Campo Grande e cidades próximas.
A diferença chega a 31 vezes maior em relação às terras pantaneiras.
O levantamento divide Mato Grosso do Sul em 15 MRTs (Mercados Regionais de Terras) e apresenta valores referenciais conforme a região e a finalidade predominante das propriedades.
O menor valor aparece no MRT de Corumbá, formado por Corumbá, Ladário, Caracol e Porto Murtinho.
Na categoria "Pecuária - Pastagem - Pantanal", o VTI (Valor Total do Imóvel) é de R$ 4,1 mil por hectare, enquanto o VTN (Valor da Terra Nua) fica em R$ 3,3 mil.
No outro extremo, o MRT de Campo Grande apresenta referência de R$ 126,7 mil por hectare para áreas destinadas a grãos e classificadas como de alta capacidade.
Esse mercado não corresponde somente à Capital e inclui também Bandeirantes, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Rio Negro, Rochedo, São Gabriel do Oeste e Terenos.
A comparação não significa que uma fazenda de Campo Grande seja necessariamente 31 vezes mais cara que outra de Corumbá.
Os extremos correspondem a tipos diferentes de terra e de exploração.
De um lado está uma área com alta capacidade para agricultura.
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