‘Retratar VEJA como antilulista ou pró-Bolsonaro é uma piada’, diz Glenn Greenwald
Diante de todas as especulações levantadas por aliados de Lula sobre as revelações envolvendo o áudio em que Daniel Vorcaro relata pagamentos de propina ao Instituto Lula e para o filme sobre o presidente , o jornalista norte-americano Glenn Greenwald disse neste sábado, 10, que a tentativa de retratar VEJA “como uma revista antilulista e pró-Bolsonaro é uma completa piada, desmentida pela própria atuação da publicação ao longo de muitos anos”.
Fundador do site The Intercept Brasil , ele lembrou a parceria com VEJA na cobertura da Vaza-Jato — o acervo de mensagens trocadas entre o então juiz federal da 13ª Vara de Curitiba Sergio Moro , responsável pela operação Lava-Jato, e a força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná que estava à frente das acusações relacionadas ao caso.
“Segundo o próprio Lula, ( a Vaza-Jato ) foi o que acabou levando à sua libertação da prisão”, escreve o jornalista em seu perfil no X .
Para Greenwald, os ataques a VEJA por apoiadores de Lula, como se fosse uma revista “fanaticamente antilulista e pró-Bolsonaro”, numa tentativa de desacreditar suas reportagens sobre Vorcaro e o petista e as gravações divulgadas, é previsível, mas parte de uma caracterização “simplesmente risível”.
“Os dois primeiros veículos jornalísticos com os quais compartilhamos o arquivo da Vaza Jato foram a Folha e a VEJA”, relatou o jornalista.
“Os dois foram extremamente contundentes ao denunciar Sergio Moro e sua conduta.
Mas a VEJA foi especialmente agressiva ao atacar o processo que levou à condenação de Lula: às vezes, chegou a ir além dos limites que nós mesmos adotávamos na linguagem usada para condenar Moro.” Continua após a publicidade Naquela cobertura, recordou Greenwald, VEJA publicou pelo menos duas capas “atacando Moro por sua atuação no caso de Lula e em outros processos da Lava Jato” e, à época, na seção Carta ao leitor, pediu desculpas por ter sido “excessivamente favorável a Moro, sem o devido espírito crítico”.
Continua após a publicidade “Sei que a Vaza Jato continua sendo extremamente controversa, e não estou tentando convencer ninguém a mudar de opinião sobre ela, seja em um sentido ou em outro.
E eu mesmo tenho críticas muito duras à revista VEJA”, apontou Greenwald.
“Mas estou simplesmente apontando que a tentativa de retratar a VEJA agora como uma revista antilulista e pró-Bolsonaro é uma completa piada, desmentida pela própria atuação da publicação ao longo de muitos anos”, concluiu.
Publicidade
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.