Gemini, a IA do Google, também cometeu ciberataques
O Gemini, modelo de inteligência artificial (IA) do Google, invadiu sistemas de informação externos, informou a empresa nesta sexta-feira (18) à AFP, confirmando uma reportagem do jornal Wall Street Journal.
O debate em torno da IA se intensificou com revelações recentes sobre modelos que saíram de ambientes confinados para se infiltrar em sites e plataformas externas.
Em maio, "durante um teste padrão, o modelo encontrou informações públicas online e adivinhou senhas para acessar sites que achou que faziam parte do teste", explicou Heather Adkins, especialista em segurança do Google, em uma declaração enviada à AFP.
Sem especificar nomes, o Google informou que três organizações foram afetadas e garante que as notificou sobre essas brechas.
Segundo o Wall Street Journal, em um dos casos "o modelo testou várias combinações de senhas até conseguir acessar um sistema protegido". "Nas três vezes, o modelo parou", informou Adkins, o que sugere que as invasões terminaram sem intervenção humana.
O Google disse à AFP que tomou conhecimento do episódio em julho e então abriu uma investigação sobre o incidente.
Vários grandes executivos do setor de tecnologia defendem reduzir a velocidade do desenvolvimento de poderosos modelos de IA e algum tipo de autorregulação do setor diante de recentes incidentes de segurança.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.