Sakamoto: Dados podem se voltar contra Mendonça ou dar em nada
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Novos dados entregues pela Polícia Federal ao STF podem "se voltar contra" o ministro André Mendonça ou, no limite, "dar em nada" na discussão interna da Corte, avaliou o colunista Leonardo Sakamoto no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
A análise ocorre em meio à crise no Supremo envolvendo Mendonça e Alexandre de Moraes, com disputa sobre vazamentos, pedidos de acesso ao conteúdo de celulares apreendidos de Daniel Vorcaro e a proximidade de uma reunião do plenário para discutir a situação de Moraes.
O que temos visto até agora são vazamentos seletivos. Eles são duros e mostram comportamentos bizarros, mas são seletivos e revela apenas parte da história. Com essas informações, a história inteira pode começar a vir à tona.
Só não se sabe se isso vai influenciar de fato na decisão de amanhã. Amanhã não é um julgamento; é uma análise uma discussão. Tudo pode acontecer, inclusive nada.
Esses dados que estão chegando agora podem trazer muita coisa, mas não causar impacto, a depender da gravidade. Porque se alguns deles forem muito graves e mostrarem que a divulgação até agora de mensagem de Moraes foi algo seletivo demais e foi muito descarado, isso pode se voltar contra André Mendonça. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Sakamoto disse que parte dos ministros próximos a Moraes passou a cobrar de Mendonça a liberação de mais informações, incluindo dados do celular de Vorcaro e outros materiais coletados pela PF, para avaliar se as suspeitas levantadas procedem.
Alguns ministros da Corte, principalmente aqueles que são vistos dentro do grupo mais próximo a Alexandre de Moraes, estão exigindo de André Mendonça a liberação de informações sobre o celular de Daniel Vorcaro e outros dados coletados pela Polícia Federal para poder analisar os dados e verificar, inclusive, se essa situação de Moraes procede ou não. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Na avaliação do colunista, a recusa inicial de Mendonça em compartilhar o material, sob o argumento de proteger a investigação, abriu espaço para questionamentos dentro do próprio Supremo, já que mensagens sobre Moraes circularam antes de a íntegra chegar a outros gabinetes.
O ministro André Mendonça não quis passar os dados e falou que a revelação da quebra do sigilo sobre o telefone de Daniel Vorcaro poderia colocar em risco a investigação.
Só que o mesmo cuidado não foi feito com ele com relação às próprias mensagens sobre Alexandre de Moraes. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
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